Segundo os velhos parâmetros da normalidade eu debitaria nas linhas que se seguem algumas considerações sobre o 11 de setembro e sobre a viragem que deu a nossa história.Quem me conhece sabe que gosto da surpresa e de surpreender.
Por isso mesmo não vou lançar nenhum anátema a Bin Laden e seus seguidores, também não vou fazer a exaltação do patriotismo americano, vou tão simplesmente recordar (ou seja: trazer ao coração) que no meio de tudo isto houve "irmãos" meus que partiram, de raças e credos diversos, vou recordar que há familias para quem os dias continuam a ser pesados, vou recordar os orfãos e as viúvas, vou recordar todos os que nas duas torres tentaram salvar da morte outros e que acabaram também por sucumbir, e mais do que acrescentar palavras ocas ao livro das lamentações (que já não precisa de mais capítulos), gostaria de partilhar convosco a oração, as palavras, que fui rezando ao longo deste dia:
Ò Deus da minha debilidade,
olho de novo este mundo que amas até ao fim,
peço-Te que continues a visitar-nos quotidianamente com o Teu Perdão,
com a Tua Ternura, com a Tua Paz...
Dá-nos um coração misericordioso,
um coração capaz de amar e perdoar os inimigos,
um coração que vibra e sente segundo a medida do evangelho.
E quando o ódio, o desespero, a incomprensão e a sede de vingança nos visitarem
envolve-nos ternamente com Teus braços estendidos na cruz
e ensina-nos de novo o que é o Amor, o que é a Vida, o que é a Esperança...
Ámen.










