sábado, maio 19, 2007

Rostos da Esperança...


Num tempo marcado pelo medo de fazer opções hoje fiquei positivamente "escandalizado"!

É verdade, cá por casa tivémos a visita dos futuros candidatos ao tempo propedêutico, não estiveram todos, mas os que estiveram. Homens felizes! Homens Livres! Homens que se querem entregar com generosidade ao serviço do Evangelho.

No olhar e no coração de todos e de cada um pressenti aquela esperança e aquele amor que não enganam, a beleza do enamoramento por este Deus que provoca e convoca, que desafia e convida a ir mais além, a ver mais longe, a "voar" mais alto...

Tive oportunidade de conhecer um bocadito melhor aqueles que vêm da minha diocese, estou muito feliz pelo trabalho que tem sido feito no nosso pré-seminário, fiquei feliz por perceber em cada um, ao seu jeito e com a sua história, a descoberta do essencial...

Para mim eles são Rostos da Esperança, isto é, um sinal de que Deus não falta aos que nEle confiam e um desafio a tê-los desde já muito presentes na minha oração, por isso rezo:

Deus de toda a consolação
que continuas como outrora a chamar discípulos
para serem seguidores do Teu Filho
dá força, coragem e alegria a cada um destes meus irmãos
para que Te descubram sempre como fonte de Vida
e Te sirvam na alegria em cada dia das suas vidas
a Ti que te manifestas presente no meio de nós
no coração de cada homem e mulher.
Ámen.

domingo, maio 06, 2007

o teu dia são todos...

As poucas palavras que escrevo neste dia,
quase a balbuciar,
são para Ti, Mãe.
Escrevo-as como quem chora e canta de alegria...
e com a sua simplicidade faço delas oração.
Neste dia dou contigo graças ao nosso Deus.
Dou graças pois carregaste em teu seio
o dom mais precioso que possuo:

a vida, a minha vida.
Sempre me ensinaste

que só a verdade vale a pena,
que só o amor constrói,

que só o perdão transforma...
e assim plantavas no meu coração a semente do Evangelho.
Nas noites mais escuras
continuas a ser uma estrela cintilante de esperança,
e quando tudo parece perdido,
o teu regaço continua a ser porto de abrigo.
Por isso, neste que é o teu dia,

recebe com estas palavras
um doce beijo daquele

que sabes que te ama!

quarta-feira, maio 02, 2007

a loucura de ser padre (2)...

Como já sabem encontro-me num "repouso forçado", e tenho por isso aproveitado este tempo para ler algumas coisas que já andam há algum tempo na minha secretária, para rezar e também para escrever (poesia, disparates, entre outras coisas...).
Tenho entre mãos um livro sobre o Padre Américo chamado: “padre Américo – Místico do nosso tempo”, este homem, este (Grande) padre é impressionante…um ícone das bem-aventuranças acolhidas, rezadas e vividas em pleno!!! Merecia ser mais lido aquilo que ele escreveu, merecia que todos (e não só os de coimbra) se empenhassem na sua beatificação. Este homem com o seu pensamento e coração cheio de Deus faz-nos bem!
Acabou também de me chegar às mãos vindo de Roma um interessante livro de Salvino Leone chamado "Nati per sofrire?" (Nascidos para sofrer?), é um trabalho como diz o autor para uma "ética da dor". Do livro falarei em post's seguintes dado que ainda agora o comecei...
O meu amigo Joaquim (permita-me que o trate assim) que apenas conhecia das lides da blogoesfera esteve comigo no Domingo na ordenação de dois jovens rapazes felizes (e santos!) um foi ordenado diácono o outro presbítero. Lá falámos da evangelização e do que os padres fazem (ou deviam fazer por aqui)…foi muito interessante a conversa. Obrigado! Gostava por isso de partilhar aqui algumas brevíssimas considerações sobre uma temática que por força dos textos bíblicos das eucaristias destes dias me tem mantido espiritualmente ocupado: ser padre (pastor) hoje!
“Quem é o padre? Para que serve?” tendo em conta a missão que a Igreja me confiou esta é a pergunta que muitas vezes algumas pessoas me fazem.
Com a seriedade e serenidade de quem procura viver as coisas a partir de dentro eu digo, parafraseando S. Agostinho, que o padre é um “mendigo de Deus”(é assim que ele define todo o homem que reza!) e que o Padre não serve para nada se dele se tem uma imagem utilitarista de dispensador de sacramentos sem mais, uma espécie de “funcionário de Deus”, como escreveu em tempos um polémico teólogo. Mas, costumo acrescentar, a questão não é para que serve mas a quem serve. Como dizia abundantemente um bispo português: o Padre é um “expropriado de si para utilidade pública”, é aquele que está disposto a fazer caminho com humildade, aquele que aprendeu a escutar antes de falar, aquele que trata da “beleza espiritual do povo de Deus” (cf. D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima). Por isso o Padre é então para mim o mendigo de Deus, o faminto do Pão da vida, é aquele que é enviado para amar com ternura e caminhar humildemente…é uma loucura ser assim, mas só assim vale a pena, só assim é que se descobre a alegria do ministério.

a loucura de ser padre...

O Sacramento da Ordem «vos fará participar da mesma missão de Cristo; estais chamados a espalhar a semente de sua Palavra -- a semente que leva consigo o Reino de Deus --, a dispensar a misericórdia divina e a alimentar os fiéis na mesa de seu Corpo e de seu Sangue». Para ser seus dignos ministros, tereis de vos alimentar incessantemente da Eucaristia, fonte e cume da vida cristã», a partir de agora, o altar será «vossa escola quotidiana de santidade, de comunhão com Jesus, da forma de penetrar os seus sentimentos». Ao renovar no altar «o sacrifício da Cruz» durante a missa, descobrireis cada vez mais a riqueza e a ternura do amor do Mestre divino, que hoje vos chama a uma amizade mais íntima com Ele. Se o escutais docilmente, se o seguis fielmente, aprendereis a traduzir na vida e no ministério pastoral o seu amor e sua paixão pela salvação das almas.
Diante de um ideal tão elevado, o Papa ofereceu aos presbíteros o segredo da serenidade para as suas vidas: «Que a certeza de que Cristo não nos abandona e de que nenhum obstáculo poderá impedir a realização de seu desígnio de salvação seja para vós um motivo de constante consolo, em particular no dia de dificuldade, e de inquebrantável esperança», disse-lhes. «A bondade do Senhor está sempre convosco e é forte.» «Apesar das incompreensões e contrastes, o apóstolo de Cristo não perde a alegria, e ainda mais, é testemunha dessa alegria que surge de estar com o Senhor, do amor por Ele e pelos irmãos.»
(BENTO XVI, 29 ABRIL 2007, Ordenações em Roma)

sexta-feira, abril 27, 2007

Obrigado Martinho!...


O meu amigo Martinho faz hoje anos!

com ele tenho aprendido a ser mas simples, mais humilde, mais de Deus. Por isso, na simplicidade do gesto, fica a prece de um irmão que mesmo à distância celebra com ele o dom da Vida:


Deus de Misericórdia,
Tu que és o Senhor da Vida e da História,
concedeste-me a graça de me cruzar no caminho da vida
com este meu irmão Martinho.
Por Ele, Senhor, Tu tens-me ensinado a amar-Te na gratuidade,
a servir-Te na simplicidade e a anunciar-Te com alegria...
hoje venho a Ti, de mãos vazias,
mas com um coração agradecido pelo dom da vida deste meu irmão.
Concede-lhe o dom de ver realizados todos os seus projectos,
faz com que goze eternamente da Tua consolação,
e no ocaso da vida concede-lhe a graça de tomar parte contigo
no banquete novo e eterno onde Tu serás tudo e todo para ele.
amén.

Parabéns Martinho!

(o chá fica para outro dia!!!)

Uma questão fracturante!...



Depois de mais uma aventura futebolistica com a minha rapaziada e com alguns colegas padres...(desta vez ganhei um pé fracturado) é assim que me encontro desde terça-feira! Apesar de tudo não perdi a boa disposição e a determinação em viver esta semana de oração pelas vocações com intensidade, profundidade e alegria.

domingo, abril 22, 2007

A vida não é um acaso!...

Está aí mais uma semana de ORAÇÃO pelas Vocações, por todas! pela minha e pela Tua...o Papa Bento XVI, pede-nos na mensagem que nos dirigiu que nesta semana olhemos a vocação como um serviço à Comunhão em e com a Igreja.
A vocação é sempre um mistério de conversão e um milagre de perseverança, quem o afirma é D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro.
O desafio que nos é lançado é o de permanecermos unidos a Cristo, percebendo que a vida não é um acaso mas antes um projecto belo de amor.
também hoje é Cristo que te interpela:
Posso contar contigo?...

quinta-feira, abril 19, 2007

Foi assim...

19 Abril 2005
16h50
Annuntio vobis gaudium magnum;habemus Papam:
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,Dominum JosephumSanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Ratzingerqui sibi nomen imposuit Benedictum XVI

Amados Irmãos e Irmãs,
Depois do grande Papa João Paulo II, os Senhores Cardeais elegeram-me, simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor.
Consola-me saber que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes.
E, sobretudo, recomendo-me às vossas orações.
Na alegria do Senhor Ressuscitado, confiantes na sua ajuda permanente, vamos em frente. O Senhor ajudar-nos-á. Maria, sua Mãe Santíssima, está connosco. Obrigado!

terça-feira, abril 17, 2007

A todos os que esperam...


Partilho aqui alguns pedaços da Páscoa deste ano, começo pelo mistério da Cruz, como sinal de proximidade e comunhão com todos os crucificados deste tempo...

Estou aqui sentado no meu canto,
esperando a esperança em mais uma tarde de sexta-feira santa.
Disseram-me que Este era diferente,
era o insurrecto do amor, da ternura, do perdão,...
houve até quem alguém que me disse que Este era Deus,
e eu acreditei,
por isso deixei a bruma da noite
de uma vida onde corre o vento gélido de um dia apressado...
sem tempo para rir, para cantar...ou até p'ra chorar,
fiz-me ao caminho como viandante de um tempo novo,
e se muito esperei, valeu a pena!
pois Este, que agora morre na cruz,
é mesmo Deus,
é seu filho,como Tu ou eu,
e disse-me:
"hoje mesmo estarás comigo no Paraiso".



(Aos que esperam em Deus nesta Sexta-feira Santa 2007)

aos Tomés deste tempo...

Quero ver-Te, escutar-Te...
simplesmente tocar-te como todos os Tomés deste tempo.
No meio da solidão ou da angústia,
no meio do desespero da noite
que parece prolongar-se mais que o tempo
e não dar lugar à aurora,
quero-Te...
mas,...nem sei bem o que dizer-Te!?
Às vezes, meio aturdido,
gostava de dizer-Te tanta coisa,
falar-Te dos dias felizes,
das noites com estrelas,
dos sonhos que gravitam a mente e me impelem
a fazer do presente um tempo de sementeira abundante,
na certeza de que o futuro vem...
e eu sou este viandante que me deixo encontrar.
Outras vezes há
em que nada tenho para Te dizer...
faltam as palavras, o tempo,
a vontade e o coração...
Tu não faltas...mas falto eu!
é entre o acidental e o essencial
que vou caminhando paulatinamente,
na certeza serena
de que a noite terá sempre estrelas
e Tu continuarás a brilhar...
é por isso que com os Tomés deste tempo
eu aprendo a "ver-Te sem Te ver"
e a amar-Te sabendo que estás aqui!...

domingo, abril 08, 2007

Ele já está aí!

Ainda a crescer e a ganhar o seu espaço, acaba de chegar mais uma casa onde te podes abrigar. Um sitio onde encontrarás sempre Alguém que te espera. Encontra o teu caminho em:

segunda-feira, abril 02, 2007

SANTO SUBITO!


Passam hoje dois anos da data da morte de João Paulo II.
O Coração de Deus está em jubilosa festa...JP2 ensinou-me a humildade, a proximidade e a alegria de um coração universal que a todos acolhe com ternura e misericórdia. Muito do que sou devo-o também a ele, ao seu testemunho...
A Ti, que agora estás no seio da Trindade, roga por nós teus irmãos.

terça-feira, março 20, 2007

Se soubesse que Deus vem sempre ter contigo...(Ter. IV - Quaresma)

Se soubesse que Deus vem sempre ter contigo...O mais importante é descobrir que Ele te ama, mesmo quando tu pensas que não O amas.
Cristo espera ser acolhido por cada um de nós. Se tu não consegues dar-Lhe uma resposta, Ele respeita o teu silêncio. Mas quando te abres e O acolhes, por acção do Espírito Santo, cria dentro de ti uma comunhão íntima com Ele.
Na surpresa dessa comunhão, Ele habita no mais fundo da tua alma. A sua presença é tão clara como a tua própria existência.
Tens dúvidas? Escavam-se em ti como que buracos de incredulidade? Contudo, permaneces na fidelidade. A dúvida, por vezes, é apenas o outro lado da fé. Na invisibilidade da Sua presença, o Ressuscitado poderia dizer-te: “sei que há dias cinzentos e opacos na tua vida. Conheço as tuas dificuldades e a tua pobreza, mas apesar disso és abençoado, habitado por fontes vivas, fontes de fé escondidas no mais profundo de ti mesmo.
A surpresa da presença de Jesus, o Ressuscitado, cria em ti uma morada de luz. Ela ilumina mesmo quando tudo parece envolto em obscuridade e brilha como brasas debaixo da cinza.
Por vezes perguntas-te a ti mesmo: o fogo que há em mim vai apagar-se? Não foste tu que o acendeste. Não é a tua fé que cria Deus, não são as tuas dúvidas que O vão lançar para o nada.
Lembra-te: o simples desejo de Deus é já o começo da fé. Quando te abres à vida eterna, a confiança da fé começa e não tem mais fim...
(Irmão Roger, Comunidade ecuménica de Taizé)
A compaixão é vulgarmente confundida com a “caridadezinha”, isto é, com um amor cristão infantilizado. Falar da compaixão é falar dum coração que se ajoelha diante dos irmãos e que se torna servo da sua dignidade mais profunda.E eu, como é que vivo esta dimensão fundamental da minha fé?...
Jesus,
Luz para as minhas trevas,
hoje venho a Ti
na humildade dum coração que quer servir mais e melhor.
às vezes custa-me encontrar-Te no rosto dos irmãos,
custa-me servir-Te na humildade de quem não espera nada em troca,
e quantas vezes o meu amor não é apenas dar do que me sobra...
Neste dia, Senhor,
aqui me tens sem máscaras, reconhecendo a minha fragilidade.
Eis-me aqui, disposto a deixar-me conduzir só por Ti,
para que o meu amor seja autêntico,
e o meu servir generoso,
pois só assim os meus gestos
podem ser sinal da Tua paterna compaixão.

segunda-feira, março 19, 2007

É no silêncio que tantas vezes Te procuro e não Te encontro...(Solenidade de S. José)

«O silêncio de São José não manifesta um ”vazio interior” mas, pelo contrário, a plenitude da fé que traz no coração e que guia cada um dos seus pensamentos e cada uma das suas acções», declarou Bento XVI.(...)Deixemo-nos “contaminar” pelo silêncio de São José; temos muita necessidade dele, num mundo muitas vezes demasiado ruidoso, que não favorece o recolhimento e a escuta da voz de Deus». O Papa propôs aos fiéis que estabelecessem uma espécie de «diálogo espiritual com São José, para que ele nos ajude a viver em plenitude este grande mistério da fé».(...)«Um silêncio, graças ao qual, José em uníssono com Maria, conserva a palavra de Deus, descoberta através das Sagradas Escrituras, confrontando-a continuamente com os acontecimentos da vida de Jesus; um silêncio tecido de oração constante, de oração de louvor ao Senhor, de adoração da Sua santa vontade e de abandono sem reservas à Sua providência».(...)«Não é exagerado pensar que foi do seu “pai” José que Jesus aprendeu, no plano humano, esta robusta interioridade, premissa da justiça autêntica, a “justiça superior” que um dia ensinará aos seus discípulos».

(Bento XVI, Angelus de Domingo, 18 de Dezembro de 2005)

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O silêncio é hoje mais desejado do que nunca. Todos vamos percebendo que só um coração em silêncio pode ser um coração à escuta...disponível...mas será o silêncio simplesmente calar-se?...Quem não se dispõe a escutar dificilmente estará disponivel para se comprometer, para dar a vida, para amar. Quais sãos os “ruídos interiores” que me impedem hoje de escutar a voz de Deus?...

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Deus de toda a consolação,
É no silêncio que tantas vezes Te procuro e não Te encontro...
Eu sei que me falas, que me amas,
Mas sabes, Senhor,
são muitas as vozes que ainda me habitam,
Essas muitas vezes sobrepõem-se à Tua,
ao Teu projecto para mim.
Por isso aqui estou,
Ò Deus que me falas no silêncio do coração,
Para ouvir, como outrora Elias,
A tua voz na brisa suave,
Que me diz com ternura e compaixão:
“Permanece em mim...”


aqui me tens como o filho que regressa a casa (Dom IV - Quaresma)

Quero que saibas que cada vez que me convidas, eu venho sempre, sem falta. Venho em silêncio e de forma invisível, mas com um poder e um amor que não acabam.
Não há nada na tua vida que não tenha importância para mim. Sei o que existe no teu coração, conheço a tua solidão e todas as tuas feridas, as tuas rejeições e humilhações. Eu suportei tudo isto por causa de ti, para que pudesses partilhar a minha força e a minha vitória. Conheço, sobretudo, a tua necessidade de amor.
Nunca duvides da minha misericórdia, do meu desejo de te perdoar, do meu desejo de te bendizer e viver a minha vida em ti, e que te aceito sem me importar com o que tenhas feito. Se te sentes com pouco valor aos olhos do mundo, não importa.
Não há ninguém que me interesse mais no mundo do que tu.
Confia em mim. Pede-me todos os dias que entre e que me encarregue da tua vida e eu o farei. A única coisa que te peço é que confies plenamente em mim. Eu farei o resto.
Tudo o que procuraste fora de mim só te deixou ainda mais vazio. Portanto, não te prendas às coisas passageiras. Mas, sobretudo, não te afastes de mim quando caíres. Vem a mim sem demora, porque quando me dás os teus pecados, dás-me a alegria de ser o teu Salvador. Não há nada que eu não possa perdoar.
Não importa o quanto tenhas andado sem rumo, não importa quantas vezes te esqueceste de mim, não importa quantas cruzes levas na tua vida.
Tu já experimentaste muitas coisas, no teu desejo de seres feliz. Porque é que não experimentas abrir-me o teu coração, agora mesmo, mais do que antes?

(A Oração do Pobre - Madre Teresa de Calcutá)
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Converter-se”... Quantas vezes este não é um refrão que repetimos sem qualquer consequência na nossa vida quotidiana. A nossa conversão tem como meta a alegria de estar em Deus e com Ele, a alegria da Santidade. O que significa para mim “Converter-se”? e Santidade?...
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Senhor,
aqui me tens como o filho mais novo que regressa a casa
depois de ter andado longe, afastado, distante...
Também eu penso agora o que dizer-Te, como dizer-Te,...
sabes, às vezes parece que o meu amor por Ti tem medo, é estranho...
como se diante da misericórdia eu tivesse que temer alguma coisa.
Por isso, Deus de bondade infinita,
envolve-me num terno e suave abraço,
e faz-me sentir, como ao pródigo,
a certeza da Tua ternura, misericórdia e compaixão,
a certeza de que na Tua mesa estará sempre
um lugar reservado para mim, o filho que às vezes se afasta...