Tal contributo nasce da minha experiência pessoal de proximidade, partilha de vida e acompanhamento espiritual de algumas pessoas portadoras de uma deficiência...
Este modesto contributo intitula-se "Deus Num Rosto desfigurado", é editado pelas Edições CVS. Todos os resultados das vendas revertem na totalidade para os Silenciosos Operários da Cruz. Podes encontrar mais informações aqui.
Deixo aqui, para além da capa, um pequeno excerto de um dos sub-capítulos... quem sabe talvez te atrevas a comprar o livro:
O Rosto do Crucificado-Ressuscitado é um Rosto belo, um Rosto que devemos contemplar, pois nele vemos desvelada a resposta às nossas inquietações mais profundas. É um Rosto que para nós é agora Palavra dita e redita ao coração, Palavra de apelo à conversão do coração. É aquela Palavra dita não mais como profecia mas como presença dinamicamente acolhida, celebrada e vivida.É um Rosto que é Pão da vida humana e eterna de Deus, alimento e força para o caminho. Consolação na tristeza e festa no tempo da Alegria. Por isso, esse Rosto Belo aparece-nos como o Rosto de uma vida em liberdade que vence o egocentrismo e que nos convida a vivermos como ressuscitados, como ressuscitadores, isto é, que nos convida constantemente a sairmos de nós para irmos ao encontro dos que precisam de ser descidos da cruz, ou seja, porque ressuscitado eu devo caminhar/viver ressuscitando e provocando ressurreição. É por isso que a beleza do Rosto do Crucificado-Ressuscitado é irresistível, atrai, pois tal contemplação leva-nos a passar das trevas à luz, do abandono à consolação, da dúvida à fé. Esta é a provocação que nos lança Cristo que nas mãos do Pai entrega o seu espírito (cf. Lc 23, 46).Quando falamos de Cristo, da beleza do Seu Rosto, falamos dum Rosto, dum Corpo que, embora ressuscitado, leva as marcas da cruz. Não falamos por isso da beleza efémera que hoje se cultiva, mas da beleza eterna e universal com que Deus, desde a criação, marcou todo o homem e mulher, a beleza do coração, ou se preferirmos na linguagem de Antoine Saint-Exupéry, a beleza do essencial.





































