Tenho entre mãos um livro sobre o Padre Américo chamado: “padre Américo – Místico do nosso tempo”, este homem, este (Grande) padre é impressionante…um ícone das bem-aventuranças acolhidas, rezadas e vividas em pleno!!! Merecia ser mais lido aquilo que ele escreveu, merecia que todos (e não só os de coimbra) se empenhassem na sua beatificação. Este homem com o seu pensamento e coração cheio de Deus faz-nos bem!
Acabou também de me chegar às mãos vindo de Roma um interessante livro de Salvino Leone chamado "Nati per sofrire?" (Nascidos para sofrer?), é um trabalho como diz o autor para uma "ética da dor". Do livro falarei em post's seguintes dado que ainda agora o comecei...
O meu amigo Joaquim (permita-me que o trate assim) que apenas conhecia das lides da blogoesfera esteve comigo no Domingo na ordenação de dois jovens rapazes felizes (e santos!) um foi ordenado diácono o outro presbítero. Lá falámos da evangelização e do que os padres fazem (ou deviam fazer por aqui)…foi muito interessante a conversa. Obrigado! Gostava por isso de partilhar aqui algumas brevíssimas considerações sobre uma temática que por força dos textos bíblicos das eucaristias destes dias me tem mantido espiritualmente ocupado: ser padre (pastor) hoje!
“Quem é o padre? Para que serve?” tendo em conta a missão que a Igreja me confiou esta é a pergunta que muitas vezes algumas pessoas me fazem.
Com a seriedade e serenidade de quem procura viver as coisas a partir de dentro eu digo, parafraseando S. Agostinho, que o padre é um “mendigo de Deus”(é assim que ele define todo o homem que reza!) e que o Padre não serve para nada se dele se tem uma imagem utilitarista de dispensador de sacramentos sem mais, uma espécie de “funcionário de Deus”, como escreveu em tempos um polémico teólogo. Mas, costumo acrescentar, a questão não é para que serve mas a quem serve. Como dizia abundantemente um bispo português: o Padre é um “expropriado de si para utilidade pública”, é aquele que está disposto a fazer caminho com humildade, aquele que aprendeu a escutar antes de falar, aquele que trata da “beleza espiritual do povo de Deus” (cf. D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima). Por isso o Padre é então para mim o mendigo de Deus, o faminto do Pão da vida, é aquele que é enviado para amar com ternura e caminhar humildemente…é uma loucura ser assim, mas só assim vale a pena, só assim é que se descobre a alegria do ministério.
















