No múrmurio da noite que cai,uma vez mais como viandante do infinito,
aqui me tens a Teus pés...
Trago-Te aqueles que aqui não podem estar
os que andam tristes, cansados, abatidos,
amedrontados...
Trago-te os que estão sós,
os que se ausentaram de si eternamente,
os que vagueiam pelo vazio de uma noite que teve começo e parece não mais ter fim...
Trago-Te os que choram e os que já não conseguem chorar,
os que se convenceram que já não vale a pena esperar...
Trago-te os que Te procuram sem Te ver
os que Te desejam sem Te encontrar
o que já não sabem se Te amam ou se os amas...
trago-Te o meu coração que sofre com eles
e como um viandante que se deixa guiar pela Tua luz
faço caminho em Ti e conTigo
nesta noite que se abre à manhã
e que sabe que o raiar do novo dia
(re)começa sempre com o balbuciar da Esperança!