sábado, novembro 01, 2008

Todos Santos?!

No atrevimento de Te rezar
Apetece-me dizer-Te simplesmente:

"És Louco!"

Sim, Tu, Meu Deus...
Louco de Amor
ao ponto de nos tornares iguais a Ti.
Abris-te no tempo a porta da eternidade
e, ainda não contente com isso,
o Todo Santo,
vens fazer-nos Todos santos!

e quando desistimos de nós
és o primeiro a dizer-nos:
"Eu permaneço! confio em Ti!"

Um Deus desconcertante...
"Esbanjador" de Misericórdia,
Eternamente abraçado ao Homem
para lhe mostrar realmente quem ele é e não sabe.

Num Deus assim
vale mesmo a pena acreditar,
lançar-se,
e ousadamente fazer com Ele uma história
onde cada passo dado
é caminho de Salvação!

Missão (im)POSSíVEL?

Já dizia ontem que a Santidade é inconveniente...tenho andado a pensar nisso durante este dia (deu-me p'ra isso o que é que querem!). Fez-se da santidade um realidade extra-terrestre quando ela é profundamente intra-terrestre. Caricaturou-se a vida cristã, o seu centro, o seu coração, a sua missão...e os Santos depressa viraram santinhos...e logo a seguir "beatinhos".
Alguns ainda pensam que os cristãos são esses fadados a viverem dois palmos acima do chão e descoprometidos com o mundo, uns idealistas monótonos para quem a vida teria uma só côr (de preferência escura!).


A santidade é uma provocação a vencer o mediocre o banal com a profundidade de Deus, é um convite a que cada um se pergunte: Qual é o peso de Deus na minha vida? Nas minhas opções. no meu olhar. nas minhas mãos. Nos meus lábios. No meu coração. Na minha inteligência?...é por isso que a Santidade não é Light...ela incomóda-nos, desinstá-la-nos...faz-nos perceber que a vida é uma paleta de cores infinitas...cada uma no seu lugar...mas todas necessárias para pintar o rumos dos sonhos e fazer da vida, verdadeira, alegre e humilde, um trilho onde o Eterno beija o Tempo e o torna a casa onde mora o Amor.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Isso é comigo?...


A Santidade é inconveniente, assim a olham “as prioridades” do nosso tempo. E, como sempre, de cada vez que falamos no tema “cheira” (quase sempre também) a algo bafiento
Começamos um mês, o de Novembro, marcado pelo ritmar da vida a partir da vida de Deus em nós. Habituados que estamos a sermos “tarefeiros que esquizofrenicamente correm para todo o lado e para lado nenhum”, pode parecer um convite à demissão do compromisso humano, social e ético o grito de Deus: “Sede Santos porque Eu, o vosso Deus, sou santo” (Lev 19,2).
Outros há, também, que acham a santidade interesseira, esses reconhecem-lhe que a sua única identidade (e eventualmente valor?!) é a de ser um desafio ético, moral, que a Igreja faz (segundo alguns, impõe!) para que os cristãos sejam “bem comportadinhos”, deste modo a palavra santidade para estes torna-se, apenas e só, num refrão monocórdico que é repetidos de tempos a tempos para que a moral e os bons costumes não se percam.
O que eles não sabem de verdade é que a Santidade é mesmo inconveniente e interesseira!
É inconveniente porque obriga positivamente a rever conceitos e critérios. Obriga a revisitar opções que eternamente adiamos para as definirmos e com elas nos comprometermos, diante de um Deus que não se demite do homem nem o abandona ao triste fado do tempo que corre sem mais.
É profundamente inconveniente diante da acomodação ao já conquistado, porque obriga a repensar, em cada passo, a vida como um caminho sempre andado e sempre a recomeçar, não como um eterno retorno, mas sim como uma oportunidade para crescer em profundidade, em verdade, em humildade.
Sendo inconveniente a Santidade torna-se também interesseira pois o seu fim último (e primeiro) é transformar a vida do homem num projecto que jamais a mente humana poderia alguma vez sonhar ou conquistar: fazer da finitude eternidade!
A Santidade rasga horizontes. Abre no tempo a janela do infinito e faz com que o homem se possa olhar a partir do que é verdadeiramente (aos olhos de Deus) e não do que tem. É este o seu grande interesse! É por isso que ela se torna profundamente perigosa (e torna também perigosos os cristãos!), pois como dizia a pobre Mendiga de Deus Teresa de Calcutá: “Se vos proclamam santos, não vos colocareis a vós próprios num pedestal. O conhecimento de nós mesmos faz-nos ajoelhar”.
Diante da tão propagandeada crise que vivemos, a Santidade é mesmo inconveniente e interesseira porque faz da fé um compromisso que não aliena nem demite de nada o homem, tão somente o compromete mais com o drama de todos e de cada um, com o drama da história, dado que “não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no coração de um discípulo de Cristo” (cf. Gaudium et Spes 1).

terça-feira, outubro 28, 2008

Simão e Judas Tadeu...


A Igreja celebra hoje 2 apóstolos.
olhando as suas vidas percebe-se
a "loucura" e a "paixão" pelo Evangelho...
Só o Amor pode assim desinstalar,
tornar ousado.
Só a Vida pode cativar outras vidas
e da sua fragilidade
fazer delas um pouco de céu,
um pouco de Deus no meios dos homens.

Só o Eterno pode fazer com o finito
história de salvação.

Alicerçada no seu fundamento Apostólico
a Igreja,
Casa de Deus no meio dos homens,
torna-se assim a Casa dos Ressuscitados,
porque o Deus Vivo é a sua Vida!

Sorrir diante de Deus...


Hoje alguém me interpelava sobre a "epifania do rosto" diante de Deus.
Já não é a primeira vez que me interpelam acerca disso.
Dizem-me que mudo as feições
quando toco o próprio Deus,
ali, feito Pão,
Corpo e Sangue, Vida do mundo...
lamento "desiludi-los" mas não sou eu que mudo...
é Ele que me muda e desinstala
me preenche e me desafia a deixar-me olhar
com a ternura da primeira hora,
do primeiro encontro,
da "hora décima" e decisiva
em que me arrancou ao vazio
de uma vida cómoda e instalada
e me rasgou o horizonte
duma infinitude
que me preenche cada recanto
do coração e da inteligência.
Afinal,
diante do Totalmente Outro
dou por mim a sorrir
porque foi Ele quem fez de mim outro...também totalmente,
quando me disse:
"Isto é o meu Corpo!"

segunda-feira, outubro 27, 2008

Abraço-me ao Tempo...

Abraço-me ao tempo
e deixo que ele me envolva
terna e suavemente,
em cada amanhecer
consolador e desafiante...


lanço-me
trilhando sendas de infinito
nos passos frágeis
de um pobre peregrino
que se faz viandante
pelas veredas da humanidade.


No sabor amargo das lágrimas
tomo o gosto do Eterno
que tempera a finitude com o Divino

Na degustação de um sorriso,
largo e expressivo,
como é sempre o sorriso do meu Deus,
deixo-me beijar pela Vida
e reparto com ela as sementes do amor
que outrora colhi
num vasto campo de trigo loiro,

a seara onde o Eterno veio a mim
e semeou os rumos do amor,
sim, desse,
dedicado e fiel,
próximo e consolador,
terno,enfim...

...Ressuscitado!

domingo, outubro 26, 2008

75 anos - Mulheres de Deus!

Hoje estive com elas!
Dia de Jubileu, casa e coração em festa!
São mulheres simples,
cheias de Deus e abertas aos desafios do Espírito.
Marcam-me profundamente pela sua profundidade,
são discípulas do Mestre
que bebem quotidianamente
o dom de Deus nas fontes da salvação...
Senhor, no silêncio da noite,
tempo para uma maior intimidade conTigo,
venho com a simplicidade dos peregrinos
agradecer-Te o dom destas Tuas filhas.
Renova-as continuamente com a força do Teu Espirito Santo,
Senhor que dá a Vida,
para que atentas aos sinais dos tempos,
como sal, luz e fermento,
possam irradiar no mundo
o suave perfume do Teu amor, da Tua misericórdia e consolação.
Que as familias encontrem nelas
uma âncora no tempo da dificuldade, da crise,
fruto da sua fidelidade a Ti.
No tempo da alegria
que todos sintam no seu testemunho de vida,
inteiramente entregue a Ti,
um apelo constante à gratidão.
que elas caminhem sempre segundo a Tua vontade
com a mesma docilidade e humildade com que Maria,
Tua e nossa Mãe,
se fez peregrina pelas estradas e montanhas da Judeia.
Amen.

terça-feira, outubro 21, 2008

Liberdade?...Indignação!

O direito à indignação, plenamente confirmado na lei pelas conveniências de tantos politicos pseudo-paladinos da liberdade, não pode ser invocado apenas e só quando isso nos dá jeito...
muito menos quando alguns acirradores de massas, populistas, querem, sob a capa da dita democracia moderna/liberal, defender o respeito e a igualItálicodade entre todos os cidadãos.
Serve este introito para trazer a este espaço, de liberdade, mas também de anuncio do evangelho, uma questão à qual não podemos ficar indiferentes.
O nosso ser cristãos não se resume á sacristia, algumas delas bafientas, o evangelho que recebemos e que somos enviados a anunciar, é o evangelho que há-de ser celebrado constantemente entre o altar e a praça, num jubileu permanente de quem "vai e põe o evangelho na sua vida!". Daí que brincadeiras, ou melhor, ofensas de mal gosto, fedorentas, como aquela a que muitos certamente assistiram no último domingo, merecem-me, e merecem-nos, aos cristãos conscientes da sua fé, esclarecida, bem formada e comprometida, o repúdio por brincadeiras de mau gosto como esta.
A liberdade não significa fazer e dizer o que me apetece. A liberdade é "livre" quando é Responsável e quando é capaz de respeitar as diferentes correntes de pensamento, as diversas confissões religiosas (ou a dita lei da liberdade religiosa só nos convêm quando é para atacar a Igreja católica?).
Parece-me estranho que, quase com efeito analgésico, fiquemos "a dormir" diante de uma graçola-ofensa de mau gosto para com o Mistério e com Aquele a quem adoramos como o Deus vivo e Verdadeiro: Jesus Cristo!
Somos cristãos muitos amedrontados com "o que é que os outros irão pensar se eu disser isto... não parecerá antiquado?!". O direito à indignação é evangélico! Diante do desfigurar do homem e de Deus, o Mestre, foi o primeiro a insurgir-se. e eu? e Tu?...
Ao contrário do que eles tentam dizer(-nos) e convencer(-nos) pela rádio:
"Eu Não sou burro e Não gosto do zé carlos!"

domingo, outubro 19, 2008

eu vou...Tu vais? - Urgência e Prioridade

A Igreja celebra hoje o Dia Mundial das Missões.
Dia de oração...dia de partilha...de Acção!
Se toda a vida cristã é relação, ela é também uma acção, é o testemunho que nasce do encontro vivo com o Deus Vivo, de uma vida com a Fonte da Vida...por isso, longe ou perto, o convite de Jesus reclama de nós e em nós a consciência de que Ele sempre nos envia como Sentinelas do Amor Ressuscitado, Sentinelas do amor que jamais acabará, transparência do seu amor terno e silencioso, daquele amor que revela ao homem quem ele verdadeiramente é aos olhos de Deus e do mundo.
Eis o desafio que se torna urgência e prioridade. Sem oração não há missão...acção...pois estaremos apenas a anunciar-nos a nós e ao muito pouco que somos capazes de ser e de fazer.
Quero agradecer hoje, aqui, o muito que tenho aprendido, e crescido, com algumas irmãs e irmão meus missionários do JP2.
Agradeço:
A lealdade e a frontalidade da Sónia.
A simplicidade e a bondade da Idalécia.
A dedicação e espírito de sacrificio do Francisco.
A exigência e a determinação da Sofia.
A proximidade e a consolação da Mónica.
A irreverência e a confiança do André
A ternura e a humildade da Susana.
A Alegria e a disponibilidade da Ângela.
O "jeito" amigo e aparentemente "distraído" do David.
O encanto de um coração dócil de criança da Mirela.

segunda-feira, outubro 13, 2008

A Tia Alzira partiu....

Cheguei da Eucaristia e tinha várias chamadas no telemóvel. "A Tia Alzira partiu..." recebi a noticia ao final da tarde de hoje (18h40).

"Até ao céu, Tia Alzira, Minha Madrinha, lá nos voltaremos a abraçar daquele jeito com que sempre o fazíamos quando me vias chegar a casa…
Enquanto por cá andar eu, o Teu Padre Luís Manuel,

abraçar-te-ei todos os dias quando me aproximar do altar para celebrar a Eucaristia.
Em Deus, depois desta lenta e longa agonia, descansa agora em alegria e paz. Ámen".

(Excerto de A minha memória dela nas suas Exéquias)

segunda-feira, outubro 06, 2008

um tempo de Graça (em Retiro até 5ª)

"No meio de Vós
não quis mais nada saber
a não ser Cristo,
e este Crucificado" (1 Corintios 2, 2).

Eis o ponto de partida para uns dias de retiro aqui em casa.

será certamente um tempo de graça,

de comunhão com Aquele que é a fonte eterna da Graça,

da alegria, da Esperança e da Misericórdia.

Senhor, Tu nos chamas ao encontro contigo.Vem a nós, Senhor, com o Teu Espírito de Amor e de paz e enche-nos daquela alegria que só Tu és e podes dar......para que a nossa alegria seja completa. Amen.

quarta-feira, outubro 01, 2008

em Missão


Ai de mim se não anunciar o Evangelho! a Frase é de Paulo, o apóstolo dos gentios e para mim ela é o mote para mais um mês missionário.

como urgência e prioridade
a missão acontece quando cada um se sente como servo e apóstolo de Cristo.

Aqui ficam alguns excertos da mensagem do nosso amado papa B.XVI que podes encontrar aqui


O mandato missionário continua a constituir uma prioridade absoluta para todos os baptizados, chamados a ser "servos e apóstolos de Jesus Cristo" neste início de milénio.


Diante deste cenário, "sentimos o peso da inquietação, agitados entre a esperança e a angústia" (Constituição
Gaudium et spes, 4) e, preocupados, interrogamo-nos: o que será da humanidade e da criação? Existe esperança para o futuro, ou melhor, há um futuro para a humanidade? E como será este futuro? A resposta a estas interrogações provêm-nos do Evangelho. Cristo é o nosso futuro

Considerando a experiência de São Paulo, compreendemos que a actividade missionária é a resposta ao amor com que Deus nos ama. O seu amor redime-nos e impele-nos rumo à missio ad gentes; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, as raças e os povos, à qual todos aspiram (cf. Carta Encíclica
Deus caritas est, 12). Portanto é Deus, que é amor, quem conduz a Igreja rumo às fronteiras da humanidade e quem chama os evangelizadores a beberem "da fonte primeira e originária que é Jesus Cristo, de cujo Coração trespassado brota o amor de Deus" (Deus caritas est, 7). Somente deste manancial se podem haurir a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade e o interesse pelos problemas das pessoas, assim como aquelas outras virtudes necessárias para que os mensageiros do Evangelho deixem tudo e se dediquem completa e incondicionalmente a difundir no mundo o perfume da caridade de Cristo.

Caros irmãos e irmãs, "duc in altum"! Façamo-nos ao largo no vasto mar do mundo e, aceitando o convite de Jesus, lancemos as redes sem temor, confiantes na sua ajuda constante. São Paulo recorda-nos que anunciar o Evangelho não é um título de glória (cf. 1 Cor 9, 16), mas uma tarefa e uma alegria. (Bento XVI)


Animados pelo testemunho admirável de Santa Teresinha, padrorira das Missões, deixemo-nos guiar por Ela nesta pequena via de viver em Cristo e de seguirmos os seus passos pelas estradas do Mundo.

domingo, setembro 28, 2008

já Chegaram!


A esperança escreve-se na história
com as pessoas que se deixam guiar pelo Espírito de Cristo.
Aqui em casa chegaram mais 10 peregrinos
prontos a dar passos com Ele, por Ele e nEle
de modo que possam ser neste tempo
um sinal da Esperança que só Deus é e só Deus dá.
No silêncio da noite que permite sempre
um encontro maior com Aquele que nunca deixa de vir ao nosso encontro
aqui fica a prece de um peregrino
que se dispõe a fazer caminho com todos e com cada um deles:

Senhor,
Tu que nos conheces melhor do que nós mesmos,
Tu que és o alivio e o descanso para as nossas almas,
enche-nos de Ti.
Na hora da treva e do sofrimento
vem e sê a nossa luz, o consolo para as nossas feridas.
Na hora da Festa e da Alegria
ensina-nos a procurar-Te como o único que dá sentido aos nossos passos.
Na hora da dúvida, do medo, da desilusão ou da desconfiança
ensina-nos a colocar por terra os nossos joelhos,
a descalçarmos as sandálias dos nossos preconceitos
e, animados pelo Teu amor terno e misericordioso,
dá-nos a certeza de que sem Ti nada podemos fazer (cf. Jo 15)
pois contigo Tudo...sem Ti nada!
Como peregrinos nesta Emaús que é a nossa vida
fala-nos ao coração e aquece-nos com o fogo da Tua palavra
e no repartir fraternal do Pão dá-nos a graçar de saber-Te e querer-Te sempre
no meio de nós.
Pelo que passou obrigado.
ao que há-de vir: SIM!
Amen.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Um pedido urgente

Depois de alguns mail's a perguntarem se ainda vivo,
aproveito para informar que...SIM!



Como alguns já sabem estive em missão no brasil


dentro de dias começarei novamente a postar aqui algumas das marcas profundas do meu encontro com Ele por lá...e do que Ele já anda a fazer comigo por cá!
Entretanto fica já aqui um pedido destas três irmãs que estão no Brasil:


"QUERIDOS AMIGOS VIMOS POR ESTE MEIO FAZER-VOS UM PEDIDO DE ORAÇÃO PELOS GOVERNANTES DESTA CIDADE ...ESTAMOS PASSANDO UMA FASE MUITO DIFÍCIL, ESTAMOS EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL E ALGUNS CADIDATOS NÃO SÃO PESSOAS COMPETENTES E ESTÃO SE CANDIDATANDO A PREFEITOS COM O PERIGO DE SEREM ESCOLHIDOS PORQUE COMPRAM OS VOTOS AO POVO POR UNS MISERÁVEIS REAIS (2,40 Reais = 1 euro)...MAIS AINDA ESTAMOS MUITO PREOCUPADOS COM O FACTO DE UM DELES SER PERSEGUIDOR DA IGREJA E TEM FORTE VANTAGEM DE GANHAR, DAÍ A NOSSA PREOCUPAÇÃO POR NÓS PODERMOS VIR A SOFRER COM ISSO E PRINCIPALMENTE PELO POVO QUE IRÁ SER MUITO PREJUDICADO ...POIS ELE NÃO RESPEITA OS DIREITOS HUMANOS NEM PROMOVE A PAZ É UM DITADOR E O PIOR É QUE O POVO ESTÁ DO LADO DELE, DEVIDO A ELE COMPRAR OS VOTOS...QUERIDOS AMIGOS VIMOS PEDIR-VOS QUE SE UNAM A NÓS NESTE TEMPO DIFÍCIL... PEÇAM POR ESTE POVO E POR TODOS NÓS IGREJA ...CONFIAMOS NAS VOSSAS ORAÇÕES E NA VOSSA AMIZADE...UM ABRAÇO DE CADA UMA DE NÓS IRMÃZINHAS JUNTAMENTE COM A NOSSA MUITA GRATIDÃO"
irmãs criaditas dos Pobres.

quarta-feira, junho 04, 2008

amar com um coração pobre

Dei por mim a rezar assim:

Às vezes, no meio dos meus fracassos e insucessos, penso que não Te amo o suficiente e pergunto-me se Te amo verdadeiramente como és e pelo que és.

eu só sei amar de uma maneira frágil, como as crianças que se encantam com as coisas pequenas e se enchem de espanto com as coisas grandes…

Às vezes pode parecer-Te que sou muito forte e capaz de tanta coisa…(como tantas vezes me repetes!), mas olha, Senhor, sou apenas um adulto com um coração de criança.

Sou frágil como todos os outros e não tenho vergonha de o assumir e de o dizer.
A vida tem-me ensinado que não há “super-Homens”, aliás, os únicos “super’s” são aqueles que não negam a sua fragilidade mas que a acolhem como ela é e a vivem na confiança em Ti e no amor aos irmãos.

Desculpa por Te amar com um coração pobre.

Amo-Te com um coração e um amor pobre,

muitas vezes de mãos vazias,
sem ter que Te dar, a não ser aquele ombro irmão, um sorriso terno, dois braços para Te acolher quando " queres precisar" de mim, …ou então dois braços e um corpo que também se deixam aconchegar por Ti quando sou fraco, quando preciso de carinho ou de um abrigo de compreensão…

E isto muitas vezes sou incapaz para Te agradecer,
outras muitas vezes sou teimoso para Te compreender…
mas sempre com grande vontade e desejo de Te amar com a simplicidade do meu coração e com a alegria de acolher o dom da vida que em cada dia me ofereces como Graça para partilhar...

Obrigado Meu Deus por em Jesus,
Teu filho e meu irmão,
me amares também com um Coração Pobre!

segunda-feira, junho 02, 2008


Carta de um padre aos seus Seminaristas
na solenidade do Sagrado Coração de Jesus



No Coração de Deus o coração dos homens



Caro irmão na mesma fé em Cristo,
decidi escrever-te neste dia esta pequena carta para te falar de um modo muito simples e familiar de duas realidades que gostava de reflectir contigo à luz da Palavra que a Igreja nos propõe hoje para a nossa meditação, são elas: O Coração de Cristo e o ministério do Padre.
Fixemo-nos no 1º “O coração de Cristo”.
Sabes certamente pela tua experiência pessoal e profunda da fé que “Deus é Amor” e que “foi Ele quem nos amou primeiro em Cristo” (2ª leitura). Foi Ele que desde sempre nos escolheu para sermos o seu povo, simplesmente porque nos Ama e quer ser fiel ao “juramento feito a nossos pais” (1ª Leitura). Mas o que significa afinal tudo isto e que consequências deve ter na tua (nossa) vida?
Sabes, o amor de Deus é gratuito e benevolente, próximo e acolhedor, simples e misericordioso. É um amor sempre disposto a fazer caminho, sempre disponível para recomeçar. Só um amor assim é que converte e faz Amar! É por isso que o nosso Deus em Cristo é um “esbanjador de Misericórdia”, de Graça, de Ternura…é por isso que no coração de Cristo está a nossa Esperança, a nossa Paz, o nosso Refúgio e a Fonte da nossa eterna Alegria e Salvação. Ele é o bom Pastor que nos faz repousar em segurança, é Aquele que nos dá a vida em abundância, vida verdadeira e eterna pois foi Ele que nos escancarou as portas da intimidade de Deus.
É por isso decisivo que percebas com a inteligência e com o coração que este mistério que hoje celebramos do coração de Deus que se oferece todo, e tudo, no coração de Cristo não é uma “devoção de outros tempos para gente piedosa” mas é o Coração da Fé, da fé de todos os tempos. E só mergulhando profundamente no coração de Cristo poderás compreender e acolher o coração dos homens e mulheres a quem um dia serás enviado como Apóstolo.
O 1º desafio que esta solenidade te lança é o de te demorares longamente a contemplar o coração palpitante de Cristo entre nós, a Eucaristia. Sim, Ela é verdadeiramente o coração de Deus dado a saborear aos homens para que se possam nutrir da verdade, da profundidade e da esperança que só Ele é e pode dar.
Como o discípulo amado, neste tempo (de seminário) em que também tu aprendes a ser discípulo, é decisivo permaneceres “reclinado no peito do Senhor” para ouvires o Seu coração, as Suas entranhas, que anseiam por levar aos homens e mulheres de todos os tempos a certeza de que Deus os ama com um amor terno e misericordioso, com um amor capaz de dar a vida, um amor que ama até ao fim…e depois dele. Só um coração habituado a prostrar-se diariamente diante do coração de Deus é que é capaz de levar ao mundo profundidade e de servir com humildade. Sem (c)oração não há convicção, determinação, ousadia…
O outro aspecto que acima referi, e que gostava também de brevemente meditar contigo, é o do ministério do Padre, à luz do grande mistério do Coração de Cristo.
Já me ouviste repetir várias vezes que: O Padre é um Crucificado-Ressuscitado que bebeu o dom de Deus nas fontes da salvação e que é enviado ao mundo para o amar tal como Cristo o amou, até ao fim (cf. Jo 13).
Ora, isto significa então, tendo como ponto de partida esta solenidade que hoje celebramos, que o Padre (que hás-de ser por graça de Deus) e o Seminarista (que és por dom da mesma graça) é chamado a amar com um “coração ferido”.
Que quero dizer com isto?
Tal como o Senhor Jesus no alto da cruz, a quem foi aberto o lado de onde brotou sangue e água, também nós somos enviados aos corações dos atribulados, dos que vivem tolhidos e oprimidos, dos angustiados,…Somos enviados para levar consolação e compaixão(cf. Evangelho). Torna-se por isso natural que a intimidade com o coração de Deus reclame para cada um de nós a proximidade com o coração dos homens (cf. GS1). É esta comunhão profunda que nos dá a consciência de enviados e é dela que nasce em nós a compaixão. Só assim descobrimos que o coração de Deus é, desde a Encarnação do Verbo, o coração de cada homem. Desta forma o outro deixou de ser simplesmente aquele que é diferente de mim (bonito ou feio…) e passou a ser aquele sem o qual eu não posso ser!
É importante relembrar(-nos) que a compaixão deve tornar-se o centro e a natureza da nossa autoridade. O padre sendo um homem em Deus só poderá sê-lo na medida em que for capaz de tornar visivel e credível a compaixão de Deus para com todos os que Ele criou à sua imagem e semelhança. E a compaixão nasce, vive e oferece-se a partir do coração.
Desta forma o padre torna-se, no dizer de Santo Agostinho acerca de todo o homem que reza, um mendigo de Deus, um contemplativo que retira a máscara da ilusão e que liberta da desilusão. Aquele que procura sinais de esperança e de promessa na situação em que se encontra (não como um optimista ingénuo, nem como um pessimista amargo que repete tão somente o que o passado lhe ensinou). Ao habitar o Coração de Deus o padre torna-se o homem que vive com a convicção profunda e inabalável de que a loucura e a sabedoria de Deus se manifestam na beleza de um Rei Crucificado-Ressuscitado. Assim, ele torna visível o invisível, palpável o intangível, e é aquele que se experimentou nas mãos de Deus como “um peregrino da Criação ao Apocalipse”.
Ao repetir diariamente na consagração: “isto é o meu corpo entregue por vós” o padre, ao tocar o coração de Deus e ao oferecê-lo ao mundo, assume para si ser como Jesus foi e fazer como Ele fez, é por isso que o padre continua a ser hoje para o mundo, tal como Jesus, o escândalo de uma vida totalmente entregue a Deus para servir plenamente a humanidade. Um sinal de amor, o mesmo amor com que Deus amou o mundo e ao qual deu o Seu Filho, aquele amor que jamais passará (cf. 1 Cor 13, 13).
Neste dia em que celebramos esta Jornada de Oração pela santificação dos Sacerdotes, queria com a humildade de Apóstolo:
Pedir-Te perdão por aquilo que esperas de mim e que eu, pelas minhas limitações, não sou capaz de realizar…
Pedir-Te compreensão para me olhares sempre como um irmão-discípulo que tem mais para aprender do que para ensinar…
Pedir a Tua oração para que, no perdão recíproco e na compreensão mútua, sigamos com determinação os passos daquele que desde sempre nos amou e nos chamou a acolher o Dom e o Mistério da vocação, Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade (hebr. 13, 8) a quem seja dada a Glória, a Honra, o Louvor e a Adoração pelos séculos sem fim. Ámen

segunda-feira, maio 26, 2008

Parabens Mana

Hoje a minha irmã faz anos, 29!
Louvado seja Deus!

Na simplicidade do que as palavras podem dizer,
e que fica sempre aquem do que queremos transmitir,
fica a pobreza de um coração que se prostra em adoração:

Senhor,
Tu me dás a graça de ser acolhedor
do dom desta vida irmanada e partilhada.
Nos trilhos da vida e da fé fomos caminhando juntos
em compreensão, delicadeza, dedicação...
Nesses trilhos trocámos lágrimas e sonhos,
medos e alegrias, confidências de corações a caminho para Ti e conTigo.
Por isso, Senhor,
aqui me tens com a gratidão de Irmão
a pedir-te que enchas da Tua Paz, Alegria,
Misericórdia, Esperança e Amor
aquela que me deste como irmã,
ela é para mim o rosto terno da Tua presença
Bendito sejas Tu, meu Senhor e meu Deus.

domingo, maio 25, 2008

Confiar(-me)...


Confiar e confiar-se, desafia-nos hoje a Palavra.


Ás vezes, no meio da tempestade, o que nos salva é isto mesmo, a certeza serena, interior, de que é por Ele, é com Ele, é nEle que os nossos passos se enchem de futuro, que outra coisa não é senão dizer, se enchem de Deus.


Este tempo em que estou, e que tem sido de grande tribulação (com muitas coisas que vejo e ouço, e com outras que pensam não vejo nem ouço...) tem sido uma oportunidade para no silêncio da noite (sempre boa conselheira) me encontrar demoradamente com Ele, pedir-lhe conselhos e confiar-me às Suas mãos...Claro que isto faz com que ande ensonado durante o dia, mas não faz mal, o essencial está ganho: estar...confiar(-me)...renovar-me...entregar-me...
Cada vez mais sinto a falta de me demorar em Adoração...dou-Lhe uma hora por dia e sei que é pouco...mas neste pouco que sou basta-me o estar e o confiar(-me).
A confiança faz-me gritar uma certeza que sempre me anima desde o dia em que percebi que Deus me chamava: "Sem a misericórdia de Deus nada sou!".
Boa Semana...como sempre, No Coração de Deus!

quinta-feira, maio 22, 2008

(Ser) Corpo de Deus

Num tempo em que parece já não mais haver tempo
é bom parar para nos determos no essencial...
Celebrar o mistério da Presença Viva e Real do nosso Deus no meio de nós, é celebrar o mistério na divinização da nossa fragilidade.
como nos recorda S. Paulo: "Ele não se valeu da sua condição divina mas abaixou-se para nos elevar"(Fil 2, 5-11).
Neste dia, nesta hora, diante daquele que è, que era e que há-de vir, fortaleço uma convicção que há muitos anos amadureceu em mim:
"Para um discípulo de Cristo,
É de joelhos que se tomam as grandes decisões"