segunda-feira, novembro 03, 2008

que fizemos da Vida (e)terna


Acordei estranhamente deanbulando entre a Palavra e o Mistério.

Hoje mal abri os olhos dei por mim a perguntar-me: "afinal que fizémos da Vida Eterna?", onde é que ela anda na nossa vida quotidiana, às vezes rotineira, às vezes banal?...

e porque é que, hoje, o céu não nos atrai?


Talvez se explique pela correria imensa em que vivemos, dirão alguns mais apressados em encontrar respostas do que em fazer caminho.


Outros dirão que o mundo mudou, as pessoas estão piores, há tanto mal, tanta desgraça...Este é o refrão-Hino dos profetas da desgraça que fazem anátema quem pense o contrário.


Cá p'ra mim, que diariamente procuro ser evangelicamente realista, acho que ainda há muitos sinais de eternidade, dessa Vida nova, que Deus semeou no coração dos homens...basta que "baptizemos" o nosso olhar:

de cada vez que venço um preconceito, de cada vez que acolho na gratuidade, de cada vez que me deixo olhar e tocar com a simplicidade de um gesto que não me pede nada em troca...então sim, aí está a Vida Eterna...porque ela passa e faz-se presente sempre que a vida é-terna!

domingo, novembro 02, 2008

Se me Amas...Não Chores! (Fiéis Defuntos)


Hoje quero honrar todos os meus que partiram com as palavras de S. Agostinho. Trago-os no coração! E neste dia em que se estreitam as pontes entre o céu e a terra rogo por Eles ao Bom Deus na certeza de que junto d'Ele os tenho já há muito como intercessores também da Sua benevolência e misericórdia para comigo.


“Se conhecesses o mistério imenso do céu
onde agora vivo,
este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o seu amor,
uma enorme ternura,
que nem tu consegues imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo,
pensa nesta casa onde, um dia,
estaremos reunidos para além da morte,
matando a sede na fonte inesgotável
da alegria e do amor infinito.
Não chores,
se verdadeiramente me amas!”

(Santo Agostinho)

sábado, novembro 01, 2008

Todos Santos?!

No atrevimento de Te rezar
Apetece-me dizer-Te simplesmente:

"És Louco!"

Sim, Tu, Meu Deus...
Louco de Amor
ao ponto de nos tornares iguais a Ti.
Abris-te no tempo a porta da eternidade
e, ainda não contente com isso,
o Todo Santo,
vens fazer-nos Todos santos!

e quando desistimos de nós
és o primeiro a dizer-nos:
"Eu permaneço! confio em Ti!"

Um Deus desconcertante...
"Esbanjador" de Misericórdia,
Eternamente abraçado ao Homem
para lhe mostrar realmente quem ele é e não sabe.

Num Deus assim
vale mesmo a pena acreditar,
lançar-se,
e ousadamente fazer com Ele uma história
onde cada passo dado
é caminho de Salvação!

Missão (im)POSSíVEL?

Já dizia ontem que a Santidade é inconveniente...tenho andado a pensar nisso durante este dia (deu-me p'ra isso o que é que querem!). Fez-se da santidade um realidade extra-terrestre quando ela é profundamente intra-terrestre. Caricaturou-se a vida cristã, o seu centro, o seu coração, a sua missão...e os Santos depressa viraram santinhos...e logo a seguir "beatinhos".
Alguns ainda pensam que os cristãos são esses fadados a viverem dois palmos acima do chão e descoprometidos com o mundo, uns idealistas monótonos para quem a vida teria uma só côr (de preferência escura!).


A santidade é uma provocação a vencer o mediocre o banal com a profundidade de Deus, é um convite a que cada um se pergunte: Qual é o peso de Deus na minha vida? Nas minhas opções. no meu olhar. nas minhas mãos. Nos meus lábios. No meu coração. Na minha inteligência?...é por isso que a Santidade não é Light...ela incomóda-nos, desinstá-la-nos...faz-nos perceber que a vida é uma paleta de cores infinitas...cada uma no seu lugar...mas todas necessárias para pintar o rumos dos sonhos e fazer da vida, verdadeira, alegre e humilde, um trilho onde o Eterno beija o Tempo e o torna a casa onde mora o Amor.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Isso é comigo?...


A Santidade é inconveniente, assim a olham “as prioridades” do nosso tempo. E, como sempre, de cada vez que falamos no tema “cheira” (quase sempre também) a algo bafiento
Começamos um mês, o de Novembro, marcado pelo ritmar da vida a partir da vida de Deus em nós. Habituados que estamos a sermos “tarefeiros que esquizofrenicamente correm para todo o lado e para lado nenhum”, pode parecer um convite à demissão do compromisso humano, social e ético o grito de Deus: “Sede Santos porque Eu, o vosso Deus, sou santo” (Lev 19,2).
Outros há, também, que acham a santidade interesseira, esses reconhecem-lhe que a sua única identidade (e eventualmente valor?!) é a de ser um desafio ético, moral, que a Igreja faz (segundo alguns, impõe!) para que os cristãos sejam “bem comportadinhos”, deste modo a palavra santidade para estes torna-se, apenas e só, num refrão monocórdico que é repetidos de tempos a tempos para que a moral e os bons costumes não se percam.
O que eles não sabem de verdade é que a Santidade é mesmo inconveniente e interesseira!
É inconveniente porque obriga positivamente a rever conceitos e critérios. Obriga a revisitar opções que eternamente adiamos para as definirmos e com elas nos comprometermos, diante de um Deus que não se demite do homem nem o abandona ao triste fado do tempo que corre sem mais.
É profundamente inconveniente diante da acomodação ao já conquistado, porque obriga a repensar, em cada passo, a vida como um caminho sempre andado e sempre a recomeçar, não como um eterno retorno, mas sim como uma oportunidade para crescer em profundidade, em verdade, em humildade.
Sendo inconveniente a Santidade torna-se também interesseira pois o seu fim último (e primeiro) é transformar a vida do homem num projecto que jamais a mente humana poderia alguma vez sonhar ou conquistar: fazer da finitude eternidade!
A Santidade rasga horizontes. Abre no tempo a janela do infinito e faz com que o homem se possa olhar a partir do que é verdadeiramente (aos olhos de Deus) e não do que tem. É este o seu grande interesse! É por isso que ela se torna profundamente perigosa (e torna também perigosos os cristãos!), pois como dizia a pobre Mendiga de Deus Teresa de Calcutá: “Se vos proclamam santos, não vos colocareis a vós próprios num pedestal. O conhecimento de nós mesmos faz-nos ajoelhar”.
Diante da tão propagandeada crise que vivemos, a Santidade é mesmo inconveniente e interesseira porque faz da fé um compromisso que não aliena nem demite de nada o homem, tão somente o compromete mais com o drama de todos e de cada um, com o drama da história, dado que “não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no coração de um discípulo de Cristo” (cf. Gaudium et Spes 1).

terça-feira, outubro 28, 2008

Simão e Judas Tadeu...


A Igreja celebra hoje 2 apóstolos.
olhando as suas vidas percebe-se
a "loucura" e a "paixão" pelo Evangelho...
Só o Amor pode assim desinstalar,
tornar ousado.
Só a Vida pode cativar outras vidas
e da sua fragilidade
fazer delas um pouco de céu,
um pouco de Deus no meios dos homens.

Só o Eterno pode fazer com o finito
história de salvação.

Alicerçada no seu fundamento Apostólico
a Igreja,
Casa de Deus no meio dos homens,
torna-se assim a Casa dos Ressuscitados,
porque o Deus Vivo é a sua Vida!

Sorrir diante de Deus...


Hoje alguém me interpelava sobre a "epifania do rosto" diante de Deus.
Já não é a primeira vez que me interpelam acerca disso.
Dizem-me que mudo as feições
quando toco o próprio Deus,
ali, feito Pão,
Corpo e Sangue, Vida do mundo...
lamento "desiludi-los" mas não sou eu que mudo...
é Ele que me muda e desinstala
me preenche e me desafia a deixar-me olhar
com a ternura da primeira hora,
do primeiro encontro,
da "hora décima" e decisiva
em que me arrancou ao vazio
de uma vida cómoda e instalada
e me rasgou o horizonte
duma infinitude
que me preenche cada recanto
do coração e da inteligência.
Afinal,
diante do Totalmente Outro
dou por mim a sorrir
porque foi Ele quem fez de mim outro...também totalmente,
quando me disse:
"Isto é o meu Corpo!"

segunda-feira, outubro 27, 2008

Abraço-me ao Tempo...

Abraço-me ao tempo
e deixo que ele me envolva
terna e suavemente,
em cada amanhecer
consolador e desafiante...


lanço-me
trilhando sendas de infinito
nos passos frágeis
de um pobre peregrino
que se faz viandante
pelas veredas da humanidade.


No sabor amargo das lágrimas
tomo o gosto do Eterno
que tempera a finitude com o Divino

Na degustação de um sorriso,
largo e expressivo,
como é sempre o sorriso do meu Deus,
deixo-me beijar pela Vida
e reparto com ela as sementes do amor
que outrora colhi
num vasto campo de trigo loiro,

a seara onde o Eterno veio a mim
e semeou os rumos do amor,
sim, desse,
dedicado e fiel,
próximo e consolador,
terno,enfim...

...Ressuscitado!

domingo, outubro 26, 2008

75 anos - Mulheres de Deus!

Hoje estive com elas!
Dia de Jubileu, casa e coração em festa!
São mulheres simples,
cheias de Deus e abertas aos desafios do Espírito.
Marcam-me profundamente pela sua profundidade,
são discípulas do Mestre
que bebem quotidianamente
o dom de Deus nas fontes da salvação...
Senhor, no silêncio da noite,
tempo para uma maior intimidade conTigo,
venho com a simplicidade dos peregrinos
agradecer-Te o dom destas Tuas filhas.
Renova-as continuamente com a força do Teu Espirito Santo,
Senhor que dá a Vida,
para que atentas aos sinais dos tempos,
como sal, luz e fermento,
possam irradiar no mundo
o suave perfume do Teu amor, da Tua misericórdia e consolação.
Que as familias encontrem nelas
uma âncora no tempo da dificuldade, da crise,
fruto da sua fidelidade a Ti.
No tempo da alegria
que todos sintam no seu testemunho de vida,
inteiramente entregue a Ti,
um apelo constante à gratidão.
que elas caminhem sempre segundo a Tua vontade
com a mesma docilidade e humildade com que Maria,
Tua e nossa Mãe,
se fez peregrina pelas estradas e montanhas da Judeia.
Amen.

terça-feira, outubro 21, 2008

Liberdade?...Indignação!

O direito à indignação, plenamente confirmado na lei pelas conveniências de tantos politicos pseudo-paladinos da liberdade, não pode ser invocado apenas e só quando isso nos dá jeito...
muito menos quando alguns acirradores de massas, populistas, querem, sob a capa da dita democracia moderna/liberal, defender o respeito e a igualItálicodade entre todos os cidadãos.
Serve este introito para trazer a este espaço, de liberdade, mas também de anuncio do evangelho, uma questão à qual não podemos ficar indiferentes.
O nosso ser cristãos não se resume á sacristia, algumas delas bafientas, o evangelho que recebemos e que somos enviados a anunciar, é o evangelho que há-de ser celebrado constantemente entre o altar e a praça, num jubileu permanente de quem "vai e põe o evangelho na sua vida!". Daí que brincadeiras, ou melhor, ofensas de mal gosto, fedorentas, como aquela a que muitos certamente assistiram no último domingo, merecem-me, e merecem-nos, aos cristãos conscientes da sua fé, esclarecida, bem formada e comprometida, o repúdio por brincadeiras de mau gosto como esta.
A liberdade não significa fazer e dizer o que me apetece. A liberdade é "livre" quando é Responsável e quando é capaz de respeitar as diferentes correntes de pensamento, as diversas confissões religiosas (ou a dita lei da liberdade religiosa só nos convêm quando é para atacar a Igreja católica?).
Parece-me estranho que, quase com efeito analgésico, fiquemos "a dormir" diante de uma graçola-ofensa de mau gosto para com o Mistério e com Aquele a quem adoramos como o Deus vivo e Verdadeiro: Jesus Cristo!
Somos cristãos muitos amedrontados com "o que é que os outros irão pensar se eu disser isto... não parecerá antiquado?!". O direito à indignação é evangélico! Diante do desfigurar do homem e de Deus, o Mestre, foi o primeiro a insurgir-se. e eu? e Tu?...
Ao contrário do que eles tentam dizer(-nos) e convencer(-nos) pela rádio:
"Eu Não sou burro e Não gosto do zé carlos!"

domingo, outubro 19, 2008

eu vou...Tu vais? - Urgência e Prioridade

A Igreja celebra hoje o Dia Mundial das Missões.
Dia de oração...dia de partilha...de Acção!
Se toda a vida cristã é relação, ela é também uma acção, é o testemunho que nasce do encontro vivo com o Deus Vivo, de uma vida com a Fonte da Vida...por isso, longe ou perto, o convite de Jesus reclama de nós e em nós a consciência de que Ele sempre nos envia como Sentinelas do Amor Ressuscitado, Sentinelas do amor que jamais acabará, transparência do seu amor terno e silencioso, daquele amor que revela ao homem quem ele verdadeiramente é aos olhos de Deus e do mundo.
Eis o desafio que se torna urgência e prioridade. Sem oração não há missão...acção...pois estaremos apenas a anunciar-nos a nós e ao muito pouco que somos capazes de ser e de fazer.
Quero agradecer hoje, aqui, o muito que tenho aprendido, e crescido, com algumas irmãs e irmão meus missionários do JP2.
Agradeço:
A lealdade e a frontalidade da Sónia.
A simplicidade e a bondade da Idalécia.
A dedicação e espírito de sacrificio do Francisco.
A exigência e a determinação da Sofia.
A proximidade e a consolação da Mónica.
A irreverência e a confiança do André
A ternura e a humildade da Susana.
A Alegria e a disponibilidade da Ângela.
O "jeito" amigo e aparentemente "distraído" do David.
O encanto de um coração dócil de criança da Mirela.

segunda-feira, outubro 13, 2008

A Tia Alzira partiu....

Cheguei da Eucaristia e tinha várias chamadas no telemóvel. "A Tia Alzira partiu..." recebi a noticia ao final da tarde de hoje (18h40).

"Até ao céu, Tia Alzira, Minha Madrinha, lá nos voltaremos a abraçar daquele jeito com que sempre o fazíamos quando me vias chegar a casa…
Enquanto por cá andar eu, o Teu Padre Luís Manuel,

abraçar-te-ei todos os dias quando me aproximar do altar para celebrar a Eucaristia.
Em Deus, depois desta lenta e longa agonia, descansa agora em alegria e paz. Ámen".

(Excerto de A minha memória dela nas suas Exéquias)

segunda-feira, outubro 06, 2008

um tempo de Graça (em Retiro até 5ª)

"No meio de Vós
não quis mais nada saber
a não ser Cristo,
e este Crucificado" (1 Corintios 2, 2).

Eis o ponto de partida para uns dias de retiro aqui em casa.

será certamente um tempo de graça,

de comunhão com Aquele que é a fonte eterna da Graça,

da alegria, da Esperança e da Misericórdia.

Senhor, Tu nos chamas ao encontro contigo.Vem a nós, Senhor, com o Teu Espírito de Amor e de paz e enche-nos daquela alegria que só Tu és e podes dar......para que a nossa alegria seja completa. Amen.

quarta-feira, outubro 01, 2008

em Missão


Ai de mim se não anunciar o Evangelho! a Frase é de Paulo, o apóstolo dos gentios e para mim ela é o mote para mais um mês missionário.

como urgência e prioridade
a missão acontece quando cada um se sente como servo e apóstolo de Cristo.

Aqui ficam alguns excertos da mensagem do nosso amado papa B.XVI que podes encontrar aqui


O mandato missionário continua a constituir uma prioridade absoluta para todos os baptizados, chamados a ser "servos e apóstolos de Jesus Cristo" neste início de milénio.


Diante deste cenário, "sentimos o peso da inquietação, agitados entre a esperança e a angústia" (Constituição
Gaudium et spes, 4) e, preocupados, interrogamo-nos: o que será da humanidade e da criação? Existe esperança para o futuro, ou melhor, há um futuro para a humanidade? E como será este futuro? A resposta a estas interrogações provêm-nos do Evangelho. Cristo é o nosso futuro

Considerando a experiência de São Paulo, compreendemos que a actividade missionária é a resposta ao amor com que Deus nos ama. O seu amor redime-nos e impele-nos rumo à missio ad gentes; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, as raças e os povos, à qual todos aspiram (cf. Carta Encíclica
Deus caritas est, 12). Portanto é Deus, que é amor, quem conduz a Igreja rumo às fronteiras da humanidade e quem chama os evangelizadores a beberem "da fonte primeira e originária que é Jesus Cristo, de cujo Coração trespassado brota o amor de Deus" (Deus caritas est, 7). Somente deste manancial se podem haurir a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade e o interesse pelos problemas das pessoas, assim como aquelas outras virtudes necessárias para que os mensageiros do Evangelho deixem tudo e se dediquem completa e incondicionalmente a difundir no mundo o perfume da caridade de Cristo.

Caros irmãos e irmãs, "duc in altum"! Façamo-nos ao largo no vasto mar do mundo e, aceitando o convite de Jesus, lancemos as redes sem temor, confiantes na sua ajuda constante. São Paulo recorda-nos que anunciar o Evangelho não é um título de glória (cf. 1 Cor 9, 16), mas uma tarefa e uma alegria. (Bento XVI)


Animados pelo testemunho admirável de Santa Teresinha, padrorira das Missões, deixemo-nos guiar por Ela nesta pequena via de viver em Cristo e de seguirmos os seus passos pelas estradas do Mundo.

domingo, setembro 28, 2008

já Chegaram!


A esperança escreve-se na história
com as pessoas que se deixam guiar pelo Espírito de Cristo.
Aqui em casa chegaram mais 10 peregrinos
prontos a dar passos com Ele, por Ele e nEle
de modo que possam ser neste tempo
um sinal da Esperança que só Deus é e só Deus dá.
No silêncio da noite que permite sempre
um encontro maior com Aquele que nunca deixa de vir ao nosso encontro
aqui fica a prece de um peregrino
que se dispõe a fazer caminho com todos e com cada um deles:

Senhor,
Tu que nos conheces melhor do que nós mesmos,
Tu que és o alivio e o descanso para as nossas almas,
enche-nos de Ti.
Na hora da treva e do sofrimento
vem e sê a nossa luz, o consolo para as nossas feridas.
Na hora da Festa e da Alegria
ensina-nos a procurar-Te como o único que dá sentido aos nossos passos.
Na hora da dúvida, do medo, da desilusão ou da desconfiança
ensina-nos a colocar por terra os nossos joelhos,
a descalçarmos as sandálias dos nossos preconceitos
e, animados pelo Teu amor terno e misericordioso,
dá-nos a certeza de que sem Ti nada podemos fazer (cf. Jo 15)
pois contigo Tudo...sem Ti nada!
Como peregrinos nesta Emaús que é a nossa vida
fala-nos ao coração e aquece-nos com o fogo da Tua palavra
e no repartir fraternal do Pão dá-nos a graçar de saber-Te e querer-Te sempre
no meio de nós.
Pelo que passou obrigado.
ao que há-de vir: SIM!
Amen.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Um pedido urgente

Depois de alguns mail's a perguntarem se ainda vivo,
aproveito para informar que...SIM!



Como alguns já sabem estive em missão no brasil


dentro de dias começarei novamente a postar aqui algumas das marcas profundas do meu encontro com Ele por lá...e do que Ele já anda a fazer comigo por cá!
Entretanto fica já aqui um pedido destas três irmãs que estão no Brasil:


"QUERIDOS AMIGOS VIMOS POR ESTE MEIO FAZER-VOS UM PEDIDO DE ORAÇÃO PELOS GOVERNANTES DESTA CIDADE ...ESTAMOS PASSANDO UMA FASE MUITO DIFÍCIL, ESTAMOS EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL E ALGUNS CADIDATOS NÃO SÃO PESSOAS COMPETENTES E ESTÃO SE CANDIDATANDO A PREFEITOS COM O PERIGO DE SEREM ESCOLHIDOS PORQUE COMPRAM OS VOTOS AO POVO POR UNS MISERÁVEIS REAIS (2,40 Reais = 1 euro)...MAIS AINDA ESTAMOS MUITO PREOCUPADOS COM O FACTO DE UM DELES SER PERSEGUIDOR DA IGREJA E TEM FORTE VANTAGEM DE GANHAR, DAÍ A NOSSA PREOCUPAÇÃO POR NÓS PODERMOS VIR A SOFRER COM ISSO E PRINCIPALMENTE PELO POVO QUE IRÁ SER MUITO PREJUDICADO ...POIS ELE NÃO RESPEITA OS DIREITOS HUMANOS NEM PROMOVE A PAZ É UM DITADOR E O PIOR É QUE O POVO ESTÁ DO LADO DELE, DEVIDO A ELE COMPRAR OS VOTOS...QUERIDOS AMIGOS VIMOS PEDIR-VOS QUE SE UNAM A NÓS NESTE TEMPO DIFÍCIL... PEÇAM POR ESTE POVO E POR TODOS NÓS IGREJA ...CONFIAMOS NAS VOSSAS ORAÇÕES E NA VOSSA AMIZADE...UM ABRAÇO DE CADA UMA DE NÓS IRMÃZINHAS JUNTAMENTE COM A NOSSA MUITA GRATIDÃO"
irmãs criaditas dos Pobres.

quarta-feira, junho 04, 2008

amar com um coração pobre

Dei por mim a rezar assim:

Às vezes, no meio dos meus fracassos e insucessos, penso que não Te amo o suficiente e pergunto-me se Te amo verdadeiramente como és e pelo que és.

eu só sei amar de uma maneira frágil, como as crianças que se encantam com as coisas pequenas e se enchem de espanto com as coisas grandes…

Às vezes pode parecer-Te que sou muito forte e capaz de tanta coisa…(como tantas vezes me repetes!), mas olha, Senhor, sou apenas um adulto com um coração de criança.

Sou frágil como todos os outros e não tenho vergonha de o assumir e de o dizer.
A vida tem-me ensinado que não há “super-Homens”, aliás, os únicos “super’s” são aqueles que não negam a sua fragilidade mas que a acolhem como ela é e a vivem na confiança em Ti e no amor aos irmãos.

Desculpa por Te amar com um coração pobre.

Amo-Te com um coração e um amor pobre,

muitas vezes de mãos vazias,
sem ter que Te dar, a não ser aquele ombro irmão, um sorriso terno, dois braços para Te acolher quando " queres precisar" de mim, …ou então dois braços e um corpo que também se deixam aconchegar por Ti quando sou fraco, quando preciso de carinho ou de um abrigo de compreensão…

E isto muitas vezes sou incapaz para Te agradecer,
outras muitas vezes sou teimoso para Te compreender…
mas sempre com grande vontade e desejo de Te amar com a simplicidade do meu coração e com a alegria de acolher o dom da vida que em cada dia me ofereces como Graça para partilhar...

Obrigado Meu Deus por em Jesus,
Teu filho e meu irmão,
me amares também com um Coração Pobre!

segunda-feira, junho 02, 2008


Carta de um padre aos seus Seminaristas
na solenidade do Sagrado Coração de Jesus



No Coração de Deus o coração dos homens



Caro irmão na mesma fé em Cristo,
decidi escrever-te neste dia esta pequena carta para te falar de um modo muito simples e familiar de duas realidades que gostava de reflectir contigo à luz da Palavra que a Igreja nos propõe hoje para a nossa meditação, são elas: O Coração de Cristo e o ministério do Padre.
Fixemo-nos no 1º “O coração de Cristo”.
Sabes certamente pela tua experiência pessoal e profunda da fé que “Deus é Amor” e que “foi Ele quem nos amou primeiro em Cristo” (2ª leitura). Foi Ele que desde sempre nos escolheu para sermos o seu povo, simplesmente porque nos Ama e quer ser fiel ao “juramento feito a nossos pais” (1ª Leitura). Mas o que significa afinal tudo isto e que consequências deve ter na tua (nossa) vida?
Sabes, o amor de Deus é gratuito e benevolente, próximo e acolhedor, simples e misericordioso. É um amor sempre disposto a fazer caminho, sempre disponível para recomeçar. Só um amor assim é que converte e faz Amar! É por isso que o nosso Deus em Cristo é um “esbanjador de Misericórdia”, de Graça, de Ternura…é por isso que no coração de Cristo está a nossa Esperança, a nossa Paz, o nosso Refúgio e a Fonte da nossa eterna Alegria e Salvação. Ele é o bom Pastor que nos faz repousar em segurança, é Aquele que nos dá a vida em abundância, vida verdadeira e eterna pois foi Ele que nos escancarou as portas da intimidade de Deus.
É por isso decisivo que percebas com a inteligência e com o coração que este mistério que hoje celebramos do coração de Deus que se oferece todo, e tudo, no coração de Cristo não é uma “devoção de outros tempos para gente piedosa” mas é o Coração da Fé, da fé de todos os tempos. E só mergulhando profundamente no coração de Cristo poderás compreender e acolher o coração dos homens e mulheres a quem um dia serás enviado como Apóstolo.
O 1º desafio que esta solenidade te lança é o de te demorares longamente a contemplar o coração palpitante de Cristo entre nós, a Eucaristia. Sim, Ela é verdadeiramente o coração de Deus dado a saborear aos homens para que se possam nutrir da verdade, da profundidade e da esperança que só Ele é e pode dar.
Como o discípulo amado, neste tempo (de seminário) em que também tu aprendes a ser discípulo, é decisivo permaneceres “reclinado no peito do Senhor” para ouvires o Seu coração, as Suas entranhas, que anseiam por levar aos homens e mulheres de todos os tempos a certeza de que Deus os ama com um amor terno e misericordioso, com um amor capaz de dar a vida, um amor que ama até ao fim…e depois dele. Só um coração habituado a prostrar-se diariamente diante do coração de Deus é que é capaz de levar ao mundo profundidade e de servir com humildade. Sem (c)oração não há convicção, determinação, ousadia…
O outro aspecto que acima referi, e que gostava também de brevemente meditar contigo, é o do ministério do Padre, à luz do grande mistério do Coração de Cristo.
Já me ouviste repetir várias vezes que: O Padre é um Crucificado-Ressuscitado que bebeu o dom de Deus nas fontes da salvação e que é enviado ao mundo para o amar tal como Cristo o amou, até ao fim (cf. Jo 13).
Ora, isto significa então, tendo como ponto de partida esta solenidade que hoje celebramos, que o Padre (que hás-de ser por graça de Deus) e o Seminarista (que és por dom da mesma graça) é chamado a amar com um “coração ferido”.
Que quero dizer com isto?
Tal como o Senhor Jesus no alto da cruz, a quem foi aberto o lado de onde brotou sangue e água, também nós somos enviados aos corações dos atribulados, dos que vivem tolhidos e oprimidos, dos angustiados,…Somos enviados para levar consolação e compaixão(cf. Evangelho). Torna-se por isso natural que a intimidade com o coração de Deus reclame para cada um de nós a proximidade com o coração dos homens (cf. GS1). É esta comunhão profunda que nos dá a consciência de enviados e é dela que nasce em nós a compaixão. Só assim descobrimos que o coração de Deus é, desde a Encarnação do Verbo, o coração de cada homem. Desta forma o outro deixou de ser simplesmente aquele que é diferente de mim (bonito ou feio…) e passou a ser aquele sem o qual eu não posso ser!
É importante relembrar(-nos) que a compaixão deve tornar-se o centro e a natureza da nossa autoridade. O padre sendo um homem em Deus só poderá sê-lo na medida em que for capaz de tornar visivel e credível a compaixão de Deus para com todos os que Ele criou à sua imagem e semelhança. E a compaixão nasce, vive e oferece-se a partir do coração.
Desta forma o padre torna-se, no dizer de Santo Agostinho acerca de todo o homem que reza, um mendigo de Deus, um contemplativo que retira a máscara da ilusão e que liberta da desilusão. Aquele que procura sinais de esperança e de promessa na situação em que se encontra (não como um optimista ingénuo, nem como um pessimista amargo que repete tão somente o que o passado lhe ensinou). Ao habitar o Coração de Deus o padre torna-se o homem que vive com a convicção profunda e inabalável de que a loucura e a sabedoria de Deus se manifestam na beleza de um Rei Crucificado-Ressuscitado. Assim, ele torna visível o invisível, palpável o intangível, e é aquele que se experimentou nas mãos de Deus como “um peregrino da Criação ao Apocalipse”.
Ao repetir diariamente na consagração: “isto é o meu corpo entregue por vós” o padre, ao tocar o coração de Deus e ao oferecê-lo ao mundo, assume para si ser como Jesus foi e fazer como Ele fez, é por isso que o padre continua a ser hoje para o mundo, tal como Jesus, o escândalo de uma vida totalmente entregue a Deus para servir plenamente a humanidade. Um sinal de amor, o mesmo amor com que Deus amou o mundo e ao qual deu o Seu Filho, aquele amor que jamais passará (cf. 1 Cor 13, 13).
Neste dia em que celebramos esta Jornada de Oração pela santificação dos Sacerdotes, queria com a humildade de Apóstolo:
Pedir-Te perdão por aquilo que esperas de mim e que eu, pelas minhas limitações, não sou capaz de realizar…
Pedir-Te compreensão para me olhares sempre como um irmão-discípulo que tem mais para aprender do que para ensinar…
Pedir a Tua oração para que, no perdão recíproco e na compreensão mútua, sigamos com determinação os passos daquele que desde sempre nos amou e nos chamou a acolher o Dom e o Mistério da vocação, Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade (hebr. 13, 8) a quem seja dada a Glória, a Honra, o Louvor e a Adoração pelos séculos sem fim. Ámen

segunda-feira, maio 26, 2008

Parabens Mana

Hoje a minha irmã faz anos, 29!
Louvado seja Deus!

Na simplicidade do que as palavras podem dizer,
e que fica sempre aquem do que queremos transmitir,
fica a pobreza de um coração que se prostra em adoração:

Senhor,
Tu me dás a graça de ser acolhedor
do dom desta vida irmanada e partilhada.
Nos trilhos da vida e da fé fomos caminhando juntos
em compreensão, delicadeza, dedicação...
Nesses trilhos trocámos lágrimas e sonhos,
medos e alegrias, confidências de corações a caminho para Ti e conTigo.
Por isso, Senhor,
aqui me tens com a gratidão de Irmão
a pedir-te que enchas da Tua Paz, Alegria,
Misericórdia, Esperança e Amor
aquela que me deste como irmã,
ela é para mim o rosto terno da Tua presença
Bendito sejas Tu, meu Senhor e meu Deus.