um espaço de partilha, reflexão, discussão e anuncio do amor misericordioso de um Deus loucamente enamorado por todos os que criou à sua imagem e semelhança...
domingo, junho 03, 2012
A dança (e)terna da Vida…
domingo, maio 20, 2012
6 anos depois...
domingo, maio 06, 2012
Permanecer...com um coração de Mãe [V Domingo Páscoa]
2. Da distracção à fidelidade
quinta-feira, abril 19, 2012
Ben(di)to o que vem em nome do Senhor...

O Papa Bento XVI celebra hoje o 7º Aniversário do seu ministério ao serviço de toda a Igreja, de toda a humanidade. Rezemos por ele.
"Em Jesus Cristo, que por nós permitiu que lhe trespassasem o seu coração, n'Ele apareceu o verdadeiro rosto de Deus. Segui-lo-emos juntos com a grande multidão de quantos nos precederam. Então caminharemos pela via justa.
Isto significa que não construímos para nós um Deus privado, um Jesus privado, mas que cremos e nos prostramos diante daquele Jesus que nos é mostrado pelas Sagradas Escrituras e que na grande procissão dos fiéis chamada Igreja se revela vivo, sempre connosco e, ao mesmo tempo, sempre diante de nós"
[Bento XVI, Colónia - JMJ 2005]
quinta-feira, março 22, 2012
...será (ainda) liberdade?
A nossa liberdade é para amar, pois uma liberdade sem amor é cegueira. A liberdade que se abre ao Amor chama-se discernimento, é esforço por vencer a banalidade, é compromisso em procurar a verdade, o bem, a beleza... Vem isto a propósito do Palavra de Deus que hoje é colocada diante da nossa inteligência e do nosso coração.
Os encontros de Jesus com os seus conterrâneos são sempre uma escola onde podemos aprender esta liberdade que conduz ao discernimento, e o diálogo de hoje é exemplo disso: diante do Dom total, verdadeira provocação à liberdade pessoal, os judeus (e nós!) recusam o dom, decidem permanecer na indiferença da incredulidade. Provocados a ir para além da lei, desafiados a ler a vida e a história em profundidade, colocados diante do grande desafio de (re)pensar a imagem que tinham de Deus (e dos homens) os judeus decidem permanecer fechados ao dom. E não é assim (tantas vezes!) connosco? Invocando a “liberdade” passamos o tempo a encontrar desculpas, ouvimos a Palavra mas não O queremos escutar, estamos no meio de todos e tantas vezes não somos presença para ninguém, dizemos amar mas a nossa disponibilidade para servir permanece somente nas “boas intenções”…Talvez te pareçam muito duras as palavras de Jesus hoje: «Eu conheço-vos e sei que não tendes em vós o amor de Deus.(…) Como podeis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não procurais a glória que vem só de Deus?»…mas uma liberdade que se constrói na recusa do dom e na indiferença será (ainda) liberdade?
Uma pergunta para o dia de hoje: O que é que andas a fazer com o dom de Deus?...
quarta-feira, março 21, 2012
Nunca te esquecerei!...
A memória desempenha na nossa vida um papel fundamental. Somos sempre uma memória aberta ao futuro, ponto de chegada e desafio a construir. A nossa vida narra-se a partir desta “memória afectiva” que acolhe o passado sem ressentimento, vive como dom o presente e abre-se ao futuro na esperança. A memória e o afecto definem-se numa palavra: Ternura. E é de Ternura [total e Pascal] que nos fala hoje a Palavra de Deus.
Isaías, numa profunda sabedoria colhida na árvore frondosa duma fé peregrina, recorda a um povo triste, cansado e que se julgava sem futuro, que Aquele que nos criou não nos entregou ao acaso, e sublinha de um modo que nos deixa plenos de entusiasmo e de espanto aquilo que a nossa inteligência e o nosso coração deveriam trazer sempre tatuado: “Eu [o Teu Deus] NUNCA TE ESQUECEREI!”.
Não esquecer alguém significa muito mais do que ter “boa memória”, é um dom que devemos pedir e renovar em cada dia, pois “só quem ama é que não esquece”, quem ama dá-se…todo…por inteiro…sempre! É assim que a ternura desenha uma nova configuração para o nosso quotidiano: viver [a partir da Páscoa de Jesus] não pode ser um somar de dias, de encontros, que depressam se transformam num tempo fugaz que o vento leva. Viver (e)Ternamente significa, como dizem os meus amigos brasileiros, “viver com um coração de Mãe”, isto é, “ter lugar sempre para mais um!”, e este “mais um” não é a soma de um número, é uma opção de vida, de amor [Pascal]…pois o amor não escolhe, acolhe; não julga, perdoa; não faz contas, serve!
E afinal, não foi isso que Ele fez?
A nossa quaresma começou há 4 semanas! Já viste o que Ele tem andado a fazer em ti e contigo? Tens-te dado conta da ternura com que este Deus te ama?...
terça-feira, março 20, 2012
Queres ser curado?...
Nos trilhos do nosso quotidiano já todos fomos feridos e já todos ferimos. O essencial não é pois fazer a contabilidade e ver se estamos em vantagem ou se são “os outros” que estão a “ganhar”, é que a vida não é um jogo, uma aposta, muito menos uma batalha. A vida é um dom! Dar-se conta disso, em cada dia [todos os dias!] é já “meio-caminho” para descortinar um pouco do mistério que somos e perceber o quanto ainda temos de crescer.
As feridas não são para guardar, nem para andar a remoer numa ansiedade que nos corrói e desgasta tirando cor aos dias e sabor ao existir. As nossas feridas são para amar, pois as mágoas não se curam de outra forma, só com amor…com muito amor!
Ao abeirar-me hoje do Evangelho deparo-me com uma pergunta desconcertante e provocadora de Jesus: “Queres ser curado?”.
A resposta a esta pergunta pede(-me) profundidade, humildade e, acima de tudo, pede confronto com a verdade. É uma pergunta que me “despe”, me mete a nú com o que fui, sou e vivo e me desafia a fazer memória dos projectos, de sonhos feitos e desfeitos, de encontros e desencontros... Desafia a um (re)encontro muito sério, comigo mesmo na presença d’Ele, lá bem no fundo do coração e da inteligência, onde a vida tantas vezes se escreve numa penumbra que não se abre à luz do dia, e isso dói…pois, lá no fundo, nem sempre é evidente que a resposta à pergunta [desconcertante e provocadora!] seja a de um sim tão claro “como o sol ao meio-dia”.
Mas a pergunta de Jesus não abre portas à passividade, é confronto com o presente para rasgar horizontes novos num futuro que começa…Agora!
Eu creio que as feridas piores de curar não são, porventura, aquelas mais profundas…mas sim aquelas que eu teimo em manter abertas. Ao longo do dia, no nosso diálogo, não sei bem o que Lhe irei responder, mas uma coisa me anima [muito!!!] sei que Ele vai comigo nesta viagem “ao centro de mim” [onde tantas vezes estou “sentado e paralisado”] para me dizer, ali onde eu mais precisar, “Levanta-te…e Anda!”.
E tu, onde é que “andas paralisado” e de que é que precisas ser “curado”?



