
e deixo que ele me envolva
terna e suavemente,
em cada amanhecer
consolador e desafiante...
lanço-me
trilhando sendas de infinito
nos passos frágeis
de um pobre peregrino
que se faz viandante
pelas veredas da humanidade.
No sabor amargo das lágrimas
tomo o gosto do Eterno
que tempera a finitude com o Divino
Na degustação de um sorriso,
largo e expressivo,
como é sempre o sorriso do meu Deus,
deixo-me beijar pela Vida
e reparto com ela as sementes do amor
que outrora colhi
num vasto campo de trigo loiro,
a seara onde o Eterno veio a mim
e semeou os rumos do amor,
sim, desse,
dedicado e fiel,
próximo e consolador,
terno,enfim...
...Ressuscitado!
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