
que caminha e se atropela
entre ciclos de vaidade e confusão
procuro-Te e não Te Vejo,
onde estás?
e assim, por entre uma amálgama de gente,
busco o Teu rosto, sem Te ver
procuro o Teu olhar, sem o merecer
desejo o Teu amor, para me não perder...
e num gesto derradeiro,
em sobressalto,
um velho sicómoro
é lugar caricato para me encarrapitar
ao menos para ter o gosto de Te ver passar...
nesta demanda de um velho peregrino
que quer caminhar,
mesmo sem entender o caminho,
ali estou,
mais perto do céu, nas alturas,
…e nunca me senti tão pequeno.
Sou eu,
Eu sei que Tu o sabes,
Me conheces e sondas,
E no cruzar de olhares,
Desmoronas a pequenez do meu querer,
E do crer de tantos dias rotineiros.
Quero ficar em ti, na tua casa,
Hoje!
A minha alma estremece e vibra,
atónita talvez,
No desconcerto de ter o Tudo em mim,
Comigo, no meu lar,
E mesmo sem falar digo que sim!
O meu coração pequeno,
Tantas vezes pródigo de Deus e de mim,
Teima em não se calar:
“a medida de Deus é amar”
E como címbalo sonoro
Rompe a mudez da vida,
Triste e aborrecida,
E num dar-me sem medida
Convida-me a partilhar.
Na multiplicação por quatro
Vão as fronteiras quebradas
dum orgulho “em-mim-mesmado”
que se abriu à novidade
da eterna claridade
de um Deus em mim “acampado”.
e na alegria do encontro
com o Fiel peregrino,
nesta casa de Zaqueu,
quem desceu daquele sicómoro,
atónito e transformado,
já percebi…que fui eu!
2 comentários:
Sr. Padre,
Um poema que é um verdadeiro hino de Amor a Jesus a quem se entregou por inteiro!
Estou certa que a Sua Luz o guiará para sempre.
Votos de um Advento rico em "interiorização, silêncio e obediência", como dizia o meu Prior há pouco, que deveriam ser as nossas atitudes neste tempo forte enquanto esperamos a vinda do Menino.
Que Deus o proteja e o ajude no seu tão nobre ministério.
legal seu blog !
toda semana tenho lido ele...
visita o meu tb hein
abraço!
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