segunda-feira, outubro 23, 2006

Um País de contrastes...


Vamos lá nós entendê-los?!!!
Primeiro queixam-se que o país está envelhecido e é preciso incentivos à natalidade, o que é que fazem a seguir? encerram maternidades!
logo a seguir, como já era esperado, vem então mais um referendo sobre a "interrupção voluntária da gravidez" a pedido e como direito da mulher, ora se é uma interrupção significa que pode ser algo retomado mais tarde, certo?...
concluo que vivemos num país de contrastes!...

ficam aqui expressas as razões apresentadas pelos nossos bispos pelas quais um católico deve dizer sim à Vida e votar não no próximo referendo:

1ª. O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é apenas embrião. E esta é hoje uma certeza confirmada pela Ciência: todas as características e potencialidades do ser humano estão presentes no embrião. A vida é, a partir desse momento, um processo de desenvolvimento e realização progressiva, que só acabará na morte natural. O aborto provocado, sejam quais forem as razões que levam a ele, é sempre uma violência injusta contra um ser humano, que nenhuma razão justifica eticamente.

2ª. A legalização não é o caminho adequado para resolver o drama do “aborto clandestino”, que acrescenta aos traumas espirituais no coração da mulher-mãe que interrompe a sua gravidez, os riscos de saúde inerentes à precariedade das situações em que consuma esse acto. Não somos insensíveis a esse drama; na confidencialidade do nosso ministério conhecemos-lhe dimensões que mais ninguém conhece. A luta contra este drama social deve empenhar todos e passa por um planeamento equilibrado da fecundidade, por um apoio decisivo às mulheres para quem a maternidade é difícil, pela dissuasão de todos os que intervêm lateralmente no processo, frequentemente com meros fins lucrativos.

3ª. Não se trata de uma mera “despenalização”, mas sim de uma “liberalização legalizada”, pois cria-se um direito cívico, de recurso às instituições públicas de saúde, preparadas para defender a vida e pagas com dinheiro de todos os cidadãos.
“Penalizar” ou “despenalizar” o aborto clandestino, é uma questão de Direito Penal. Nunca fizemos disso uma prioridade na nossa defesa da vida, porque pensamos que as mulheres que passam por essa provação precisam mais de um tratamento social do que penal. Elas precisam de ser ajudadas e não condenadas; foi a atitude de Jesus perante a mulher surpreendida em adultério: “alguém te condenou?... Eu também não te condeno. Vai e doravante não tornes a pecar”.
Mas nem todas as mulheres que abortam estão nas mesmas circunstâncias e há outros intervenientes no aborto que merecem ser julgados. É que tirar a vida a um ser humano é, em si mesmo, criminoso.


4ª. O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem particular obrigação de o proteger e defender.

5ª. O aborto não é uma questão política, mas de direitos fundamentais. O respeito pela vida é o principal fundamento da ética, e está profundamente impresso na nossa cultura. É função das leis promoverem a prática desse respeito pela vida. A lei sobre a qual os portugueses vão ser consultados em referendo, a ser aprovada, significa a degenerescência da própria lei. Seria mais um caso em que aquilo que é legal não é moral.

Pedimos a todos os fiéis católicos e a quantos partilham connosco esta visão da vida, que se empenhem neste esclarecimento das consciências. Façam-no com serenidade, com respeito e com um grande amor à vida. E encorajamos as pessoas e instituições que já se dedicam generosamente às mães em dificuldade e às próprias crianças que conseguiram nascer.

Lisboa, 19 de Outubro de 2006

6 comentários:

Ferípula disse...

Obrigado!! Gostei da sua visita no meu blog!
Sim, a paz verdadeira so es possivel
com Deus!!!!
Volte quando goste, bom caminante da Paz!! Disculpa meu "portuñol", ja!
Em Jesus, Feri

Joana disse...

Olá!!!
Não se admite o porquê de quererem legalizar a interrupção de gravidez.
Só tenho 3 coisas a dizer:
1. está aprovado cientificamente q desde q haja concepção, já há vida humana;
2. ñ é por falta de avisos e de informação que as coisas acontecem.
Há consultas grátis de planeamento familiar no centro de saúde;
3. os médicos quando se formam fazem 1 juramento para salvar todas as vidas humanas. Já viram a revolução que seria se afirmam salvar todas as vidas sem excepção de raça, religião,.... e depois acabam com uma por um mero critério de "dá jeito aos pais pois eles de momento ñ o podem ter"?

Já deu para perceber a minha opinião. Eu ainda ñ posso votar,.... mas ñ deixem este assunto passar sem dar a vossa opinião. é importante!!

joaquim disse...

O meu voto é não.

É não, porque é sim à vida.

É não porque eu nasci.

É não porque tenho filhos.

É não porque por muito que me queiram convencer a vida para mim existe a partir da concepção.

É não porque se assim não fosse teriamos de acrescentar muito mais razões para matar na sociedade.

É não porque a vida não nos pertence, pertence a Deus.

Abraço em Cristo

caminante disse...

Caro amigo, ánimo. Estás en lo cierto. Amar la vida, defenderla, es amar al Creador.
Los razonamientos que haces son perfectos.
Hemos de rezar para que el Creador y Señor de la Vida convierta los corazones.
Un fortísimo abrazo.

Leonel Santiago disse...

Pois é, andamos a brincar com a vida. Digo sim à vida, porque ninguém tem o direito de acabar com a vida de um inocente.

Catarino disse...

A vida é dom inestimável concedido por Deus aos Homens...
E a nossa paga, acaba por ser, matar essa vida e assim + uma vez desiludir Deus por todo o amor que Ele nos dá e nós não correspondemos...
Um abraço em Cristo...
PS: Sou seminarista da diocese de Bragança-Miranda...